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Coleção ex situ


     A maneira ideal de conservar as espécies e suas populações é permitir a conservação in situ, que se refere à manutenção dos recursos vegetais dentro da comunidade da qual faz parte, isto implica em manter as populações naturais das plantas nas suas localidades de origem, desta forma pode-se manter toda a variabilidade disponível de uma ou mais populações de espécies, permitindo a sua dinâmica e evolução no ecossistema. A conservação ex situ, ou seja, fora de seu local de origem, é uma maneira complementar de conservação, muito embora tenha sido até hoje a mais utilizada, seja em banco de genes, sementes, in vitro ou plantas cultivadas em bancos ativos de germoplasma.

Resgate de Germoplasma


Espécies endêmicas podem desaparecer e outras podem ter o seu conjunto gênico populacional fortemente reduzido, podendo vir a extinguirem-se localmente ou, dependendo da espécie, desaparecer completamente da natureza. Uma forma de minimizar o impacto ambiental decorrente da supressão vegetal nas áreas do Projeto São Francisco é realizar o resgate de germoplasma para reduzir perdas significativas de diversidade genética nas populações vegetais.

Tendo em vista as atividades de supressão de vegetação nas áreas da transposição, a Equipe de Flora do Programa de Conservação de Conservação da Flora e Fauna – PCFF vem trabalhando desde 2008 no resgate de germoplasma, especificamente na coleta de sementes e plantas vivas, nas áreas afetadas pelo empreendimento, com o objetivo de resgatar de forma adequada os recursos genéticos disponíveis.

A coleação de Germoplasma


A coleção de Germoplasma do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – Bioma Caatinga (CRAD/UNIVASF) está localizada no Campus Ciências Agrárias, em Petrolina - PE sendo representada por um banco de sementes e coleções de plantas vivas que contém informações que representam a identidade patrimonial do exemplar, tais como: identificação botânica (família, gênero, epíteto específico e nome popular), procedência da coleta (país, estado, município, localidade, coordenadas geográficas), coletor e número de coleta e data da coleta, além de informações específicas para cada coleção, como por exemplo: peso de sementes, para o Banco de Sementes, e número de indivíduos resgatados, referente as coleções de plantas vivas.

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Em breve.

Herbário HVASF


     O Herbário HVASF está distribuído em uma area de 60 m², dispõe armários deslizantes e é totalmente informatizado. Apresenta capacidade para acondicionar cerca de 100.000 exemplares, um acervo único de amostras representativas da Caatinga e do Vale do São Francisco em contínua expansão. O Herbário HVASF é reconhecido internacionalmente no "Index Herbariorum" do "The New York Botanical Garden", que permite o intercâmbio com pesquisadores de instituições do Brasil e exterior. Essa estratégia de longo prazo irá atender a comunidade acadêmica sendo um investimento contínuo na formação de recursos humanos habilitados na preservação do acervo biológico e genético das riquezas da Caatinga pouco conhecidas pela sociedade.

A coleção


O herbário HVASF possui uma coleção voltada para a flora do Vale do São Francisco, no entanto no seu acervo estão depositadas espécies importantes de todos os ecossitemas encontrados no Nordeste do Brasil. O HVASF foi recentemente implantado e já está indexado ao Index herbariorum. Apresenta como objetivo tornar-se uma coleção de referência para o estudo da flora da Caatinga.

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Em breve.

Xiloteca HVASF


     Xiloteca é uma coleção botânica com dinâmica semelhante à um herbário, onde estão depositadas amostras de madeira e informações como coletor, procedência e descrição. Coleções de madeira devidamente identificadas e com dados de coleta disponíveis são de grande importância para atender às necessidades de informações de botânicos, tecnólogos, produtores de madeira e áreas afins.

A importância das coleções



A maioria dos estudos de diversidade biológica está embasada em provas documentais. No caso dos estudos de florística e taxonomia, por exemplo, tais provas documentais estão depositadas em forma de coleções botânicas. O acervo de uma coleção botânica podem ser constituido de plantas vivas ou preservadas, inteiras ou fragmentadas e incluem desde jardins botânicos a bancos de germoplasma e DNA, herbários, palinotecas, carpotecas, e xilotecas.

Os dados da Xiloteca



Os dados contidos em uma xiloteca proporcionam conhecimento a respeito da identificação de espécies lenhosas com critério taxonômico e consequentemente dão suporte a áreas como a arqueologia, controle e fiscalização do comércio madeireiro e especialmente a dendrocronologia, que determina com precisão a idade das ávores através das camadas de crescimento visíveis no corte transversal. Além disso apoia análises de sequestro de carbono, que avaliam as taxas de absorção de carbono atmosférico por parte das plantas lenhosas. A identificação por meio da madeira é uma ferramenta muito útil, uma vez que nem sempre há disponibilidade satisfatória de ramos reprodutivos ou mesmo vegetativos para análise, a exemplo dos casos de operações de fiscalização executadas pelos órgãos do poder executivo no comércio madeireiro, bem como no monitoramento de planos de manejo e do controle da exploração em reservas extrativistas.

A Xiloteca do HVASF



A xiloteca HVASF, a obtenção espécimes para a xiloteca é feita com o auxílio dos operadores de motosserra encontrados ao longo das áreas de supressão vegetal do Projeto de Integração do Rio São Francisco PISF bem como, no caso de lianas e arbustos, com uso de facão. São coletadas até quatro amostras de cerca de 40 cm de comprimento e diâmetro à 1,30m do solo (DAP) de pelo menos 10 cm para árvores e 2,5 cm para lianas e arbustos. Todo o material é seco em estufa a 50ºC até atingir peso constante com a perda total de umidade. Posteriormente, ambas são lixadas e recortadas de forma que se tornem visíveis os planos transversal, tangencial e radial de um mesmo exemplar.

Xilotecas da Caatinga



A Caatinga está entre os ecossistemas brasileiros que mais carecem de uma xiloteca de referência. Estes acervos são de alta importância no contexto regional onde existem espécies lenhosas ameaçadas pela exploração predatória de madeira. Por conta deste cenário, nos últimos anos a demanda pelo conhecimento sobre a biodiversidade em escalas global, nacional e regional, cresceu muito; e países em desenvolvimento como o Brasil, tem investido cada vez mais em coleções complementares às de herbário. O principal desafio para as futuras gerações de pesquisadores é fortalecer o intercâmbio desta com outras coleções, transformando-a cada vez em um ponto norteador de atividades em prol da conservação e restauração da Caatinga.

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Herbário HVASF

O Herbário Vale do São Francisco (HVASF) foi criado em novembro de 2005 para servir de apoio às atividades de ensino e pesquisa da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Tem como objetivo torna-se um dos herbários de referência na caatinga


Herbário HVASF

Guia de Campo

Didático e com linguagem acessível a estudantes, professores ou mesmo àqueles que gostam de ecoturismo, o o Guia de campo de árvores da caatinga traz fotos e informações curiosas sobre a vegetação desse bioma, cujas belezas e extensão são conhecidas por poucos.


Guia de campo

Registro de Frequência

O registro de frequência foi desenvolvido para auxiliar o acompanhamento de atividades realizadas por alunos no Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas, registrando com exatidão a permanência durante o estágio para confecção do certificado.


Sistema de Registro de Frequência