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Os Umbuzeiros pedem socorro!




Escrito por: Michael Santana

Publicado em: 15/03/2021



Uma perda inestimável
Poderíamos estar perdendo só mais uma espécie como tantas outras que já se foram, sem nem conhecermos.. Mas dessa vez são nossos umbuzeiros que estão indo embora, tão intimamente ligados a nós sertanejos, desde filhos, pais, avós e tantas outras gerações que de alguma forma tiveram ligação com essas árvores centenárias. Considerada a "árvore sagrada do sertão" por Euclides da Cunha, o umbuzeiro serve de suas folhas, raízes e frutos, tanto para animais silvestres como para famílias de baixa renda e seus animais de criação. Os períodos de safra do umbu, é sinônimo de festa para pequenos agricultores extrativistas que garantem o sustento familiar a partir da comercialização do fruto, um alento que coincide com o período de escassez de trabalho na região. No entanto, os últimos anos estão sendo desastrosos para os umbuzeiros, baixa produção de fruto, árvores velhas, debilitadas e morte, são realidades latentes.
Onde estão as árvores mais novas??
Não se vê mais na Caatinga nativa árvores novas!
E quando as árvores idosas morrerem?
O risco de extinção é real para os próximos anos!
É inestimável perder os umbuzeiros, os danos socioambientais e efeitos sinérgicos com outras espécies de plantas, animais e famílias carentes do interior do nordeste são difíceis de serem calculados.
Os umbuzeiros pedem socorro, estão maltratados e esgotados.
O CUIDADO com os umbuzeiros é urgente.
Não deixemos morrer essa riqueza exclusiva do sertão nordestino que tanto tem nos servido.

15/03/2021

5 Workshop do CRAD - Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga




Escrito por: Ana Caroline Coelho Pereira da Silva, Elaine Maiara Bonfim Nunes e Mariana Macario de Lira

Publicado em: 26/02/2021



No dia 26 de fevereiro de 2021 aconteceu o V Workshop do CRAD, com o tema: Desafios da ciência em tempos de crise. O evento contou com a participação de alunos de graduação e pós-graduação de diferentes instituições, como a Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF, Universidade Federal do Ceará - UFC e Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS. A abertura do evento foi realizada pelo Prof. Dr. José Alves de Siqueira, Diretor Científico do CRAD e teve participação da Profª. Dra. Maria Jaciane de Almeida Campelo. Na sequência, os discentes apresentaram projetos de pesquisa, como, iniciação científica, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e dissertação de mestrado, que estão sendo desenvolvidos no CRAD. 

No decorrer do evento foram discutidos temas relevantes relacionados ao ecossistema Caatinga, como: Conservação de espécies chaves da Caatinga, Monitoramento de espécies invasoras, Produção de substratos orgânicos, Biologia reprodutiva de espécies vegetais, Conservação de espécies em áreas de elevada biodiversidade, Recuperação de matas ciliares, Restauração de áreas degradadas e Digitalização do acervo do Herbário Vale do São Francisco - HVASF.

A discussão dos temas e apresentação dos trabalhos científicos são ferramentas para incentivar, despertar e orientar os discentes nas pesquisas desenvolvidas. O momento foi de aprendizagem e conhecimento sobre os temas. O evento em meio às adversidades e dificuldades encontradas na pesquisa foi uma chance de discutir ciência, traçar metas para os próximos passos e reafirmar o compromisso com os projetos propostos. Além disso, esta edição foi o primeiro Workshop realizado com apresentações online, uma vez que devido a pandemia, o evento foi adaptado ao formato remoto.

 

 

 

 

26/02/2021

O despertar da misso




Escrito por: Tamiris Almeida Ribeiro

Publicado em: 19/11/2020



Sou Tamiris Almeida Ribeiro, natural da cidade de Remanso, município brasileiro no interior do estado da Bahia, às margens do Rio São Francisco. Comecei a estagiar no CRAD (Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas - UNIVASF) em setembro de 2020 e, conheci espécies nativas da Caatinga, bioma presente na região em que nasci e cresci, que não tinha visto em nenhum dos meus 18 anos de vida.

 

O interesse em fazer um pedido de doação de algumas mudas nasceu ao pensar que os mais velhos e até as novas gerações da minha família poderiam nunca conhecer certas espécies que são uma riqueza nossa, que a gente tem que cuidar e admirar sempre. Eu realizaria o plantio na roça de meu bisavô, Bartolomeu da Silva Amorim, numa região da área rural conhecida como Lagoa do Brejo, deixando a mostra uma de nossas riquezas desconhecidas a qualquer um que passasse por lá.

 

Escolhi pedir mudas ao Prof. Dr. José Alves de Siqueira, Fundador e Diretor Executivo do CRAD da espécie Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos, pelos seus benefícios, como o poder medicinal que tem, e sua beleza, que com certeza encantará todos, assim como as gerações da minha família.

 

                                                                                      

 

O pedido foi aceito e realizei o plantio com meu tio avô, Valmir da Siva Amorim, e duas de minhas primas mais novas, Sara Almeida Amorim e Safira Almeida Amorim, no dia 15 de novembro de 2020. Atualmente moro em Petrolina – PE, porém, as mudas ficarão lá sobre os cuidados de meu tio avô e nas minhas idas à Remanso também cuidarei para que elas cresçam bem.

 

Gostaria de agradecer ao Prof. Dr. José Alves de Siqueira, por autorizar a doação das mudas e confiar que cuidarei delas corretamente, fazendo com que eu possibilite que mais pessoas contemplem uma das riquezas da Caatinga. O meu obrigada também à Elaine Maiara Bonfim Nunes e Mariana Macario de Lira Santos, por me encorajarem a realizar essa belíssima ação, sou grata demais por fazer parte da família do CRAD, que venham muito mais trabalhos para preservar o nosso belo e rico ecossistema.

19/11/2020

Live em comemorao aos 15 anos do HVASF




Escrito por: Elaine Nunes

Publicado em: 11/11/2020



Na próxima sexta (13) às 15h, o Herbário Vale do São Francisco (HVASF) promove Live em comemoração aos 15 anos do HVASF. A Live abordará o tema: “Botânicos em campo em tempos de pandemia” e contará com a participação de personalidades de destaque dos estudos da botânica no país, como Rafaela Forzza (Curadora do Herbário RB/JBRJ), Elton Leme (Pesquisador Associado do JBRJ) e Vinícius Castro (Curador do Herbário ESA/USP), mediada pelo Curador do HVASF e professor da UNIVASF José Alves de Siqueira Filho. A live será transmitida através do canal do Youtube da RTV Caatinga UNIVASF, no link http://abre.ai/desafiosdabotanica. Marque na sua agenda!

11/11/2020

O Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas, CRAD, de portas abertas




Escrito por: Galdino Carvalho da Silva Filho

Publicado em: 30/04/2020



É inegável a importância dos estudos acerca do ecossistema Caatinga. Nesse sentido, o Centro de Referência para a Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) dedica-se desde o ano de sua fundação aos estudos envolvendo esse ecossistema, o Rio São Francisco, e as interações que ocorrem nesses ambientes. Contando com um herbário, e coleções acessórias como carpoteca e xiloteca, além de outros espaços como CRAD dedica-se a transmitir os conhecimentos através de projetos, formar jovens extensionistas e orientar a sociedade mostrando a importância da flora da Caatinga e sua conservação.                                 

Nesse contexto, o Herbário Vale do São Francisco (HVASF), fundado em 2005, possui exemplares de Angiospermas, Gimnospermas, Pteridófitas e Briófitas, além de uma coleção líquida com exemplares de algas e macrófitas aquáticas. Centrando-se na missão de servir de base científica para vários estudos, e atuando como um local de referência na região, o herbário recebe visitas de estudantes de escolas públicas e privadas da região, universidades e de demais integrantes da sociedade a fim de promover educação ambiental,   conforme retrata o artigo “A Importância do Herbário Vale do São Francisco para a Educação Ambiental no Semiárido Pernambucano”, publicado na última edição (v. 7, n. 2, p. 189-202, 2019) da Extramuros, Revista de Extensão da UNIVASF.                

O Projeto CRAD de portas abertas (PIBEX/UNIVASF), que tem como público alvo os estudantes das escolas públicas e particulares de Petrolina – PE e cidades circunvizinhas, objetiva trazer os estudantes para conhecerem a instituição, elaborando atividades interativas e promovendo educação ambiental e sensibilização dos visitantes. Adaptadas ao público, as visitas guiadas por estagiários, como o atual bolsista do projeto Galdino Carvalho da Silva Filho, sob orientação dos Professores Dra. Maria Jaciane de Almeida Campelo e Dr. José Alves de Siqueira Filho, apresentam o CRAD, o funcionamento e objetivo de cada coleção, as principais famílias, gêneros e espécies das coleções, os métodos de coleta, identificação, a importância das coleções científicas e o seu papel na conservação da diversidade biológica.

Ademais, o Projeto Jardim Sensorial na Univasf: O sentir e o perceber (BIA/FACEPE 2019-2020), também é desenvolvido no CRAD com objetivo central de possibilitar ao público o reconhecimento das sensações apresentadas durante as visitações e construir conhecimentos multidisciplinares de forma dinâmica. Sob orientação da Professora Dra. Maria Jaciane de Almeida Campelo, a aluna bolsista Júlia da Silva Souza e os demais alunos voluntários atuam na realização de atividades que trabalham as percepções sensoriais dos visitantes (tato, olfato, visão, audição e paladar). O projeto, que não se limitou aos muros do CRAD, esteve presente também na Escola de Referência em Ensino Médio Clementino Coelho, (EREMCC), Petrolina-PE, na ocasião da Feira do Conhecimento havendo a integração de todo público.                                 

            Considerando tais informações e projetos descritos acima, nota-se a atuação do Centro de Referência para a Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) na comunidade externa e a abrangência de suas atividades extensionistas, possibilitando a troca de saberes diversos, baseando-se numa transmissão dinâmica de conhecimentos com a finalidade de sensibilizar o público para a conservação da fauna e flora da Caatinga, bem como,  do Rio São Francisco.

 

 

30/04/2020

NOVO PROCESSO SELETIVO - ESTAGIRIOS




Escrito por: Ana Alencar

Publicado em: 12/03/2020



        O Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD/ UNIVASF) abre novas inscrições para seleção de estagiários para atuar em Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD). 
       As vagas disponíveis para alunos de Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica e cursos afins, com possibilidade de bolsa e estágio voluntário para ambos os cursos.
  As inscrições serão realizadas até 17 de março através do preenchimento do formulário disponível no link (https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScvKfMCr206T3kkvIEfhXIhSegns__iHrB_Grc1o9j-nLITXA/viewf ormusp=sf_link&fb clid=Iw AR2syo8RuoBMuEOlT 3P1Z  aQ-Im 0e-Gp4oWeQ7AR7A-E5WPyHXROXlSmDLtU). A seleção será realizada através de entrevista presencial a ser realizada no CRAD a partir das 14:30h do dia 19 de março.      

12/03/2020

RESULTADO - SELEO DE ESTAGIRIOS 2020/01




Escrito por: Ana Alencar

Publicado em: 11/03/2020



Segue na íntegra o documento oficial com o resultado da seleção de estagiários-2020/01:

 

 

11/03/2020

Cinema no Interior: Mrito Histrico e Cutural concedio a o Crad




Escrito por: Galdino Carvalho da Silva Filho

Publicado em: 23/01/2020



    Ocorreu entre os dias 18 e 23 de Dezembro de 2019 o “Festival de Cinema no Interior- Edição Especial Velho Chico”, incluindo cidades do sertão pernambucano como Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Orocó, Petrolândia e Cabrobó.

 

   O projeto coordenado pelo cineasta Marcos Carvalho exibiu obras cinematográficas produzidas e protagonizadas pelos moradores de Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Orocó e Petrolândia, que auxiliados por oficinas formativas deram sequência aos projetos. Além disso, a programação do Festival contou também com mostras itinerantes nas cidades ribeirinhas, palestras, homenagens e premiações.                                                                           

 

Durante a ocorrência do Festival, cujo objetivo foi difundir o patrimônio cultural das cidades ribeirinhas do Vale do São Francisco, o professor José Alves de Siqueira Filho foi homenageado com o Mérito Histórico e Cultural “Imortais da Cultura Interiorana” por suas contribuições científicas na tematica da conservação das Caatingas e do Rio São Francisco, através do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas ao longo dos últimos 15 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23/01/2020

Semana da Criana Espao Plural




Escrito por: Daniela da Silva Souza

Publicado em: 21/11/2019



     O sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI) com o apoio da Pró-reitoria de extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) realizou neste mês de outubro a semana da criança na brinquedoteca comunitária do espaço plural, que fica localizado em Juazeiro - BA, rodovia 210 BA, km 4, Malhada da Areia.

     O evento teve como objetivo promover uma série de atividades culturais, de interação e inclusão para as crianças de maneira leve e descontraída com a premissa de que, toda criança tem o direito e a liberdade de brincar. Durante os dias 8 e 9 de outubro, 200 crianças da rede de educação infantil e do ensino fundamental I, da escola EMEI Vanda Guerra em Juazeiro estiveram participando deste projeto.

    O Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) esteve apoiando o evento doando mudas de árvores de espécies nativas da caatinga. Além das mudas, foram fornecidas orientações sobre o plantio e cultivo das espécies, como uma forma de estímulo para a conservação destas espécies que possuem grande  importância para este ecossistema.

     Um evento como este revela a importância da comunicação e aproximação entre a universidade e a comunidade, sendo essencial para gerar impactos positivos na sociedade em que está inserida, podendo transformar a realidade dos cidadãos desde cedo.

21/11/2019

O CRAD de portas abertas para I Mostra de Integrao da Biologia!




Escrito por: Daniela Souza e Mariana Macario

Publicado em: 21/10/2019



A I Mostra de Integração da Biologia (MIC Bio) foi um evento idealizado pelos alunos de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) em comemoração aos 10 anos do curso. O evento teve como objetivo divulgar a profissão do Biólogo e as várias áreas de atuação do profissional á comunidade acadêmica e aos alunos da rede estadual de escolas da região.

O evento ocorreu de 9 a 12 de outubro, e contou com uma mesa redonda com os professores fundadores do curso, visitações dos alunos do terceiro ano do ensino médio aos laboratórios e setores da biologia na UNIVASF Campus Ciências Agrárias, exposições dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos do curso de Ciências Biológicas e publicação de textos explanando algumas áreas de atuação do biólogo como: gestão ambiental, recuperação de áreas degradadas, resgate de fauna, microbiologia e hematologia nas redes sociais.

O Centro de referência para recuperação de áreas degradadas (CRAD) recepcionou cerca de 100 estudantes do ensino médio, apresentando as coleções científicas do centro: Coleção de sementes, Coleção de madeiras (Xiloteca), Coleção de exsicatas (Herbário) e Coleção de plantas vivas, além disso, os estudantes participaram de palestras sobre gestão ambiental.

A culminância do evento contou com uma exposição de trabalhos científicos desenvolvidos na universidade realizada no Parque Josepha Coelho. A I MIC Bio alcança o objetivo de apresentar os projetos desenvolvidos pelos discentes e docentes da UNIVASF, com o propósito de divulgar as pesquisas desenvolvidas na universidade á comunidade e estimular os estudantes do ensino médio a ingressarem em uma universidade pública e qualificada.

 

21/10/2019

Centro de Referncia para Recuperao da Caatinga agoniza: rgo cientfico e educacional pode fechar as portas por falta de recursos




Escrito por: Andr Pessoa

Publicado em: 11/09/2019



 

 

 

 

Enquanto o mundo se mobiliza em defesa da Amazônia chamuscada pela fumaça do retrocesso das politicas ambientais, a porta de entrada do "coração" do planeta, a relegada Caatinga que de tão mágica transforma folhas em espinhos para seguir adiante, continua virando deserto.

 

Pior. Seu mais completo banco de dados, o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), agoniza por falta de verbas e apoio.

 

Agora, na eminência da demissão dos últimos 5 funcionários incluindo um dos mais antigo deles responsável pela manutenção do viveiro, os pesquisadores e estudantes lançaram uma campanha de financiamento através da plataforma Vakinha: "Ajude o CRAD a continuar cuidando do Velho Chico e da Caatinga", numa referência ao rio São Francisco que corta grande parte do Bioma.

 

O CRAD tem como criador, baluarte e principal defensor o mestre José Alves de Siqueira Filho, autor da obra Flora das Caatingas do Rio Sao Francisco, ganhador do prêmio Jabuti de literatura em 2013. No documento postado na internet, Alves explica que nos últimos 13 anos, o CRAD vem produzindo ciência e tecnologia pioneiras sobre a vegetação nativa das Caatingas e do Rio São Francisco.

 

"O conhecimento sobre a biodiversidade se encontra em suas diversas coleções científicas com cerca de 24.000 amostras de plantas desidratadas no Herbário (Figura 01), 430 registros de madeiras na Xiloteca, 1.160 lotes de sementes no banco de germoplasma, além da capacidade de produção de 100.000 mudas nativas da Caatinga no viveiro, além de uma importante coleção viva de plantas endêmicas, raras e ameaçadas de extinção", garante o pesquisador pernambucano.

 

 

Material de referência em risco, coleta botânica deteriorada pelo ataque de pragas. O Herbário HVASF se encontra em situação de calamidade sem os cuidados mínimos para manter o padrão e durabilidade dos itens cadastrados.

Figura 01. Material do herbário deteriorado por ataque de praga.

 

 

Estas coleções são importantes para consulta dos alunos de diversos cursos de graduação e prós-graduação da Univasf e de todo o Brasil. Os experimentos de recuperação de áreas degradadas, por sua vez, apontam os principais fatores que causam a degradação e a desertificação da Caatinga e as técnicas mais adequadas para a recuperação funcional dessas áreas, assim como desenvolver protocolos de revitalização do Rio São Francisco, especialmente através da recuperação das matas ciliares.

 

Apesar da pequena quantia de R$ 35 mil estabelecida como meta da mobilização, depois de quase 30 dias de criação o programa não ultrapassou 3% a arrecadação, no fechamento dessa matéria, de R$1.165,00, deixando os responsáveis pelo projeto ainda mais desesperados. Num momento aonde até as bolsas do CNPq estão ameaçadas por falta de recursos, a resistente Caatinga continua enfrentando seus dramas.

11/09/2019

Dia de ao sobre o Velho Chico




Escrito por: Daniela da Silva Souza, Mariana Macrio de Lira Santos & Elaine Maiara Bonfim Nunes

Publicado em: 27/05/2019



        No dia 27 de maio de 2019, o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD) realizou m evento muito especial “o Dia de ação sobre o Velho Chico”. Com uma programação destinada para as questões sócio-ambientais do Rio São Francisco com a participação da comunidade ribeirinha, pescadores e pequenos agricultores, acadêmicos e sociedade civil.

         Durante o evento Tivemos a oportunidade de mostrar os projetos desenvolvidos no CRAD como os laboratórios e as coleções científicas de xiloteca, carpoteca, sementes, herbário e coleção viva, onde ocorreu intensa a troca de conhecimentos científicos e populares.  A universidade oferece a comunidade, uma prestação de contas do que é realizado no dia a dia e atua para integração no contexto acadêmico.

           Pela manhã foi realizada uma visita técnica no CRAD com a presença do vice-reitor da Univasf Télio Nobre Leite. Á tarde ocorreu uma mesa redonda  com os palestrantes, Maria Alice Borges da Silva, de Juazeiro-BA, da associação de pescadores e pescadoras da lagoa do Curralinho/Itamotinga; Hermes Novais Neto de Santa Maria da Vitória-BA, do Oeste da Bahia; Zacarias Ferreira da Rocha de Casa Nova-BA, da Articulação de fundo e fecho de pasto da Bahia e Dona Maria Tumbalalá da região de Curaçá e Abaré - BA representando o povo indígena Tumbalalá. Na ocasião foi discutida a situação atual do Rio São Francisco, o papel da comunidade e universidade na construção de estratégias de revitalização do rio e entornos. 

 

Figura 1. Visita técnica ao CRAD e mesa redonda.

Figura 1. Evento: Dia de reflexão sobre o Velho Chico. Visita técnica ao CRAD e mesa redonda.

          "No contexto do Vale do São Francisco, onde a riqueza da vegetação local trava embate com o desenvolvimento urbano e do agronegócio, o CRAD se apresenta como amostra preservada do passado e chance de revitalização do futuro, com a manutenção da memória das espécies naturais. Estudos de diversidade biológica precisam ser embasados em provas documentais. No caso dos estudos de florística e taxonomia, por exemplo, tais provas documentais estão depositadas em forma de coleções botânicas, como as do CRAD. Essa estratégia de longo prazo irá atender a comunidade acadêmica, sendo um investimento contínuo na formação de profissionais e pesquisadores habilitados na preservação do acervo biológico e genético das riquezas da Caatinga. Conhecer o CRAD foi poder ver os problemas do Rio São Francisco e da vegetação do Vale apresentados por pessoas que conhecem essa realidade de perto. Graças à visita, pudemos destacar os desafios de preservação e discutir possíveis soluções, como ações em defesa do Velho Chico e revitalização das áreas e espécies vegetais já atingidas pela ação do homem. A visita ao centro se fez muito válida a nós, estudantes e pensadores ainda na graduação, por ser uma experiência engrandecedora que gerou em nós o senso de responsabilidade ambiental e, assim, muito contribuiu com o futuro da preservação local do Vale do São Francisco." Giovana Ferreira (Graduanda de Medicina/UNIVASF).

       "Os aspectos mais marcantes para mim, em primeiro lugar, é a sintonia homem natureza, em que é perceptível nas plantas a “gratidão” por receber o mais delicado cuidado, se expressando através das suas cores e da sua paz exalada no ambiente esse agradecimento. Outro fator que me marcou, não menos importante foi a alegria dos que ali trabalham, e a satisfação em receber visitas, como se fosse uma espécie de mostrar as belezas que é ter o retorno de cuidar do meio ambiente, nos fazendo refletir sobre o que temos feito para valorizar nosso bioma que está ligado intrinsecamente com nossa cultura, com nosso povo e porque não com nossa individualidade que é modelada por nossa natureza regional. Nesse sentido, pode-se confirmar a importância dessa visita, de cunho crítico mas que nos tocou o coração, afinal o contato com a natureza junto ao afastamento dos meios tecnológicos nos faz bem, trás a paz e nos faz prestar atenção em cada detalhe daquele local. O aspecto negativo, na verdade, não diz respeito ao local, mas sim ao tempo, poderíamos ter passado mais tempo para conhecermos mais e mais daquele local. Daí surge a importância de novas visitas, a novos Campus, para termos contato com novas pesquisas, lugares e pessoas que nos motivam a valorizar e fazer valer nascer no sertão e estudar para torná-lo cada vez melhor". Daniel Henrique Ramalho Nunes (Graduando de Medicina/UNIVASF)

          À noite no campus centro da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) tivemos uma palestra ministrada por Dom Luís Cappio, intitulada: "Qual o mundo que queremos deixar para os nossos filhos?" e que trouxe profundas reflexões sobre o nosso papel de responsabilidade diante do maior patrimônio da região, o rio São Francisco. Um momento inspirador assim como todo o dia do evento, discutimos, pensamos, refletimos, porém mais do que tudo isso é a ação. O que faremos para defender e conservar o nosso rio? Revitalizar as margens replantando árvores nativas, não jogando lixo nas ruas, cobrando das autoridades da nossa cidade providências para que esgoto não tratado não seja mais jogado diretamente no rio, enfim, precisamos agir.

 

Figura 2. Palestra proferida pelo Dom Luiz Cappio, no campus sede a noite como encerramento do evento.

27/05/2019

Vivncia nas Escolas Indgenas das Aldeias Pipips, municpio de Floresta, Pernambuco




Escrito por: Jussara Keila Nascimento de Souza & Jos Alves de Siqueira Filho

Publicado em: 18/09/2018



A dinâmica, organização e os desafios do currículo indígena nas Escolas Indígenas Pipipãs, localizadas no município de Floresta, em Pernambuco, tem sido estudadas no âmbito do projeto de pesquisa do mestrado em Extensão Rural da UNIVASF iniciado em agosto de 2017. No período de 14/05/2018 à 16/05/2018 ocorreram os primeiros contatos com as comunidades escolares através de uma visita técnica nas aldeias Pipipãs em Floresta (PE) por parte da equipe de execução deste estudo.

 

As comunidades indígenas dos Pipipãs estão localizadas nas aldeias do Travessão do Ouro, Capoeira de Barro, Caraíbas e Faveleira, na zona rural deste município. O tema do projeto é a gestão e ambientação das escolas indígenas da etnia Pipipã, intitulado “Convergências, disputas e alternativas: unidade de conservação e território indígena”, com o objetivo de conhecer a cultura Pipipã e a prática escolar nas aldeias.

 

O objetivo principal foi realizar o primeiro contato com as comunidades e analisar os discursos e narrativas dos indígenas sobre suas memórias para compreender as consequências culturais causadas pela sua identidade com a Serra Negra, onde se localiza uma unidade de conservação da categoria Reserva Biológica criada através do decreto 28.348 de 07 de junho de 1950, a mais antiga Reserva Biológica do Brasil.

 

As lideranças Pipipãs guardam conhecimentos passados ao Pajé Expedito Roseno dos Santos pelo seu falecido pai Joaquim Roseno, o Cacique Waldemir Lisboa, o Juremeiro Inácio Silva e os professores indígenas dessas aldeias Pipipãs que são os caminhos a serem percorridos na pesquisa, compartilhando conosco as suas singularidades, seus costumes.

 

A identidade cultural é expressa na sua organização interna, na retomada da valorização do “Aricuri” desde1994 no território da Serra Negra onde está situada a Reserva Biológica da Serra Negra, sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Entre os principais desafios dos Pipipãs se destaca a homologação do território Pipipã pela FUNAI e a educação diferenciada nas quatro escolas das aldeias: Escola Estadual Joaquim Roseno (Travessão do Ouro), Menino Jesus (Capoeira de Barro), Tibúrcio Lima (Faveleira) e a Escola Estadual Antônio Francisco da Silva (Caraíbas).

 

Refletindo sobre a tradição e seu contexto é necessário conhecer o trajeto histórico dos Pipipãs em suas mobilizações, para tanto, o contato inicial sobre a realidade vivenciada nas escolas e o significado da Serra Negra para os indígenas são formas de estabelecer o diálogo sobre a importância de conservar a memória histórica dos povos indígenas praticamente extintos no semiárido nordestino. Deste modo, as visitas resultaram em um esforço que reuniu memórias referentes à Serra Negra, que exprimem o significado para os indivíduos remanescentes. Os eixos da educação escolar do povo indígena Pipipã são identidade, história, organizaçãoe interculturalidade, que serão estudados comparando com a história de outras comunidades indígenas e sua relação com unidades de conservação no Brasil. Ademais, a reflexão sobre a expulsão de suas terras por fazendeiros.

Como termômetro de sensibilização da comunidade foram plantadas mudas de espécies nativas da caatinga tais como Juazeiro, Mulungú, pau d'arco e Aroeira para serem cultivadas pelos alunos  e profesores das escolas indígenas. Espera-se que esta simples iniciativa seja útil para estimular estudantes, professores, pais e lideranças Pipipãs, como Gerôncio, Valdemir, Francisco, Aldeni, Lourival, Eleuza, Edijalva, Edivan e Benedito, através do compartilhamento de ideias de valorização da educação, do meio ambiente, da saúde e qualidade de vida dentro do universo Pipipã.

 

 

Figura A)Escola Estadual Indígena Joaquim Roseno dos Santos, localizada na Aldeia Travessão do Ouro; B) Escola Estadual Indígena Menino Jesus, localizada na Aldeia Capoeira do Barro; C) Escola Estadual Indígena Tibúrcio Lima, localizada na Aldeia Faveleira; Escola Estadual Indígena Antônio Francisco da Silva, localizada na Aldeia Caraíbas.

18/09/2018

Educao ambiental contextualizada: Disseminando saberes sobre a Caatinga e o Rio So Francisco




Escrito por: Joanilson Gomes de Albuquerque & Erick Douglas Souza Almeida

Publicado em: 30/08/2018



       O Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD/UNIVAF) vêm desenvolvendo ao longo desse semestre o projeto de extensão intitulado “A UNIVASF de portas abertas para as escolas públicas e particulares de Petrolina: Educação ambiental é disseminar saberes sobre a Caatinga e o Rio São Francisco”, a partir do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX) 2017-2018. O projeto tem por objetivo disseminar as ações de pesquisa desenvolvidas no CRAD ao longo dos seus 13 anos de existência.

       O projeto recebeu as escolas: Escola Marechal Antônio Alves Filho –EMAAF (Petrolina-PE) e Educandário N. Sra do SS. Sacramento (Senhor do Bonfim-BA), nos dias  20 de junho e 09 de agosto, respectivamente. As visitas somaram com a participação de 160 alunos da rede pública e privada de ensino, que tiveram a oportunidade de aprender mais acerca dos estudos desenvolvidos pelo CRAD, bem como sua importância social, na educação ambiental e recuperação de áreas degradadas. Durante a visita, os estudantes puderam conhecer o viveiro de espécies nativas das caatingas, no Viveiro Vale do São Francisco (VIVASF), além da coleção do Herbário do Vale do São Francisco (HVASF), contando hoje com mais de 23 mil espécies em exsicatas, e o laboratório de beneficiamento e estocagem de sementes da flora nativa (LAS). 

Visita dos alunos do Ensino Médio da EMAAF ao CRAD. Alunos conhecendo o LAS
Alunos conhecendo o Herbário Visita dos alunos do EMAAF

Figura 1. Alunos do Ensino Médio do EMAAF conhcendo o CRAD. 

 

     O projeto de extensão utiliza de questionários para diagnosticar quais são os conceitos que os alunos incorporaram ao longo de sua vivência escolar acerca da conservação dos ecossistemas da Caatinga e do Rio São Francisco. Tal diagnóstico tem por finalidade identificar equívocos e sanar as dúvidas durante as visitas, para aprimorar a sensibilidade dos estudantes para questões atuais da Biologia da Conservação. O projeto segue com sua primeira etapa e já se prepara para as demais dinâmicas que ocorreram no próximo semestre letivo.

 

Visita das crianças do Colégio Sacramentinas ao CRAD. Visita das crianças do Colégio Sacramentinas ao CRAD

Figura 2 . Visita das crianças do Educandário N. Sra do SS. Sacramento ao CRAD.





 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

30/08/2018

Atividades de Extenso do CRAD na Feira de Arte Cultura e Aes Comunitrias (FACA)




Escrito por: Clarissa Campello

Publicado em: 06/08/2018



     O Centro de Referências de Recuperação de Áreas Degradadas das Caatingas (CRAD/UNIVASF) participou nos dias 14 e 15 de julho de 2018 da Feira de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (FACA) na cidade de Juazeiro/BA, no Centro de Cultura João Gilberto.

 

   A proposta da feira é reunir produções de diversas linguagens artísticas em um espaço de troca, exposição e apresentação de cultura regional local, promovendo atividades que envolvem Arte, Cultura e Ações Comunitárias. A feira FACA é uma iniciativa da DACC promovida pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX/UNIVASF) em parceria com toda comunidade acadêmica, secretarias municipais de cultura, setores privados e coletivos que atuam com teatro, artes visuais, música, dança, cinema, entre outras linguagens.

 

 

 

Stand do CRAD/UNIVASF na Feira.

 

     O stand do CRAD expunha sementes e árvores de espécies nativas das Caatingas, além de divulgar livros publicados pelo centro, e mudas produzidas no viveiro do CRAD. Funcionários, Biólogos e alunos dos cursos de Ciências Biológicas e Agronomia esclareciam ao público visitante sobre a riqueza de nossas espécies nativas e a importância de cultivá-las, incentivando a substituição planejada das espécies invasoras que promovem a intoxicação e esterilização do solo e comprometem a biodiversidade, tais como o Nim (Azaradica indica) e a Algaroba (Prosopis pallida).

 

    O CRAD também promoveu o plantio das mudas nativas no entorno do Centro de Cultura João Gilberto utilizando o princípio de miniecossistema , uma técnica desenvolvido pelo professor José Alves de Siqueira, que ministrou uma oficina de plantio para os presentes.

 

 

 

Oficina plantio de mudas, ofertado pelo profº José Alves - CRAD/UNIVASF.

 

    A FACA corta, atravessa, multiplica e transforma o cenário da cidade, com o intuito de realizar um encontro entre os vários atores que participam no processo de construção da sociedade. Agradecemos à participação do CRAD no evento e contamos com sua colaboração para a próxima edição da feira na cidade de São Raimundo Nonato, Piauí, em 2019.

06/08/2018

rea de proteo da Caatinga na Bahia criada aps 16 anos de estudo




Escrito por: Mario Bittercourt

Publicado em: 12/04/2018



São 851 mil campos de futebol, no sertão da Bahia

 


Depois de 16 anos de estudo, um território do tamanho de 851 mil campos de futebol, no sertão da Bahia, se tornou um mosaico de unidades de conservação para preservar os últimos remanescentes em área contínua do bioma Caatinga no Brasil.


O decreto da Presidência da República com a criação do Parque Nacional e Área de Proteção Ambiental (APA) Boqueirão da Onça foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (6).Na divisão da área total, que abrange as cidades de Sento Sé, Campo Formoso, Sobradinho, Juazeiro e Umburanas, 345.378 hectares ficaram com o Parque Nacional, para proteção integral do bioma Caatinga, e 505.680 hectares para a APA.


Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), na área do Parque Nacional serão permitidas apenas atividades de turismo e pesquisa – mas antes disso terá de ser feito um plano de manejo, o que deve ficar pronto no prazo estimado de um ano.


Na futura APA são permitidas atividades econômicas, desde que baseada no uso sustentável dos recursos naturais. A área da APA já abriga empresas de energia eólica, o que gerou debates que duraram anos, até a formulação da proposta final.


Outras quatro unidades de conservação foram criadas no mesmo decreto do Boqueirão da Onça, que veio acompanhado ainda da implantação do Plano Nacional de Fortalecimento das Comunidades Extrativistas e Ribeirinhas (Planafe).


As medidas buscam, de um lado, ampliar o conjunto de áreas protegidas nos biomas Amazônia, costeiro-marinho e Caatinga e, de outro, promover a integração das políticas públicas de melhoria da qualidade de vida e de produção sustentável para milhares de famílias que vivem do extrativismo no país.


As demais unidades criadas são as reservas extrativistas Itapetininga, Arapiranga-Tromaí e Baía do Tubarão, no Maranhão. A implantação das unidades é uma reivindicação antiga de ambientalistas, populações tradicionais e extrativistas e de outros segmentos da sociedade.


Área selvagem
O Boqueirão da Onça, segundo o pesquisador José Alves Siqueira, doutor em biologia vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “é a última grande área selvagem de todas as caatingas do Nordeste brasileiro”.


A flora nativa apresenta grande diversidade – recentemente, 97 novas espécies foram catalogadas.



“Pesquisas iniciadas em 2006 apresentam uma flora rica, com mais de 900 espécies de plantas reunidas em 120 famílias botânicas, com espécies endêmicas da Caatinga, ameaçadas de extinção e até novas espécies que serão apresentadas brevemente à comunidade científica e que já se encontram no limiar da extinção”, informou Siqueira.


No Boqueirão habitam cerca de 30 onças pintadas, que estão em extinção, e outras cerca de 120 onças pardas. Também estão no local – em extinção – o tamanduá bandeira, o tatu-bola, o gato mourisco e o gato-do-mato.


Entre as aves em risco de desaparecer, há a arara-azul-de-lear e o jacu estalo. Répteis, anfíbios e insetos ainda a serem estudados completam o quadro da fauna selvagem do Boqueirão.


Na APA do Boqueirão está a Toca da Boa Vista, maior caverna brasileira, com 97,3 km de extensão. Ela se interliga com Toca da Barriguda (28,6 km), formando um complexo único, tornando-se a maior caverna do Hemisfério Sul, com mais de 120 quilômetros já explorados.


 



(Foto: Divulgação/Icmbio)


 


Refúgio
Maior felino das Américas, a onça pintada tem na região um dos principais refúgios em área natural. Os biólogos dizem que a espécie já perdeu 55% da área de sua distribuição original.Segundo pesquisadores, no Brasil, a onça pintada está criticamente ameaçada na Caatinga e na Mata Atlântica, e por isso projetos vêm sendo desenvolvidos com vistas à proteção animal, com foco nas onças, vítimas de criadores de animais da região que veem seu rebanho diminuir por conta do ataque dos animais.



“Estamos incentivando os criadores a construir currais para guardar os animais à noite, pois muito os deixam soltos e aí as onças atacam”, disse o coordenador substituto do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), ligado ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Rogério Cunha de Paula.


Cláudia Bueno de Campos, coordenadora do Programa Amigos da Onça, do Instituto Pró-Carnívoros, explica que as onças são espécies conhecidas como “guarda-chuva” por estarem no topo da cadeia alimentar. “Uma vez protegidas, essa proteção se estende para as demais espécies”, completa.


Sítios arqueológicos
Na unidade de conservação também estão o que pesquisadores chamam de a maior concentração de sítios arqueológicos do Brasil, com cerca de 3.000 pontos, espalhados em boqueirões e grotas, onde estão figuras rupestres de homens cuja habitação inicial remonta há 16 mil anos. Os sítios estão na área de Sento Sé.


A riqueza arqueológica local é vista como forte potencial para atrair turistas, a exemplo do que ocorre no Parque Nacional da Serra da Capivara (Piauí), onde se descobriu mais de 1.300 sítios arqueológicos, em 40 anos de pesquisa.


Alvandyr Dantas Bezerra, pesquisador do Instituto Habilis e do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica, realizou em 2017 levantamento de sítios arqueológicos na região de Sento Sé com vistas à criação de um circuito de turismo, a pedido da Prefeitura local.


“O potencial turístico lá é enorme. O que deu para perceber, de início, é que muitos terão de ficar disponíveis para visitação, e outros para pesquisa científica”, contou. Na Serra da Capivara, por exemplo, a visitação é aberta em 173 sítios.


Bezerra estima que agora, com o decreto presidencial, o projeto de visitação inicial dos sítios pode ficar pronto em dois anos - com o tempo, se vai liberando mais locais onde o turista possa ir. Mas isso depende ainda da elaboração do plano de manejo pelo MMA.



“Com o decreto, vamos dar início a elaboração desse plano e liberar locais onde possa ocorrer a visitação turística. Ao invés de fazer um plano de manejo completo, que contemple tudo, vamos fazer aos poucos para que as visitas possam ocorrer, tanto nos sítios arqueológicos quanto na área da Caatinga”, disse Moara Menta Giasson, diretora de áreas protegidas da Secretaria de Biodiversidade do MMA.


O Boqueirão também tem papel chave na segurança hídrica na região. Importantes nascentes localizadas nos planos mais altos do Boqueirão irrigam o solo seco do sertão, garantindo condições de vida para comunidades urbanas e rurais.


Algumas das nascentes foram incluídas nos limites do futuro parque nacional, cuja criação é esperada também por entidades internacionais de proteção ambiental, como o WWF. “Hoje, dos 11% que restou da vegetação original do bioma Caatinga, apenas 2% é legalmente protegido. Então, qualquer iniciativa de conservação na Caatinga é bem-vinda”, declarou Jaime Gesisky, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.


***


Criação de unidades de conservação favorece ao desenvolvimento regional
Com a criação das novas áreas protegidas, abre-se a oportunidade para iniciativas de desenvolvimento regional com inclusão das populações tradicionais e mitigação dos impactos dos empreendimentos – sobretudo do setor eólico – que estão sendo direcionados para a região devido à abundância de ventos durante todo o ano. 


“Recuperação da vegetação nativa, apoio à conservação das espécies e envolvimento das comunidades locais precisam entrar no radar dessas empresas ”, observa Jaime Gesisky, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.


“Isso se chama responsabilidade socioambiental, e os acionistas dessas empresas gostarão de saber que elas estão ajudando a conservar a riqueza da Caatinga”, completa.


“A implantação do parque nacional e da APA do Boqueirão da Onça deve partir de uma visão inovadora. Além do ecoturismo latente a região é rica em ventos. Uma coligação de empresas de enérgica eólica com o turismo garantirá que esse mosaico atraia recursos financeiros e seja um dos mais queridos do sistema brasileiro por sua beleza e valores excepcionais”, destacou o secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), José Pedro de Oliveira Costa. 


Cerca de 30% do território da APA já é ocupado com empresas de energia eólica. O local é considerado o melhor do Brasil para geração desse tipo de energia, segundo o MMA, que apoia os empreendimentos.


Dentro da APA vivem cerca de 250 famílias em 27 comunidades de fundos de pasto e quilombolas que não causam problemas. Eles vivem da agricultura e da criação de pequenos animais, sobretudo caprinos e ovinos.


A ideia inicial do MMA, que iniciou os estudos em 2001, era criar um parque nacional, para proteção integral do bioma, com 900 mil hectares. Porém o interesse econômico na área onde fica a APA atrasou as negociações.


Além das empresas geradoras de energia eólica, mineradoras e garimpeiros passaram a atuar na região por causa da descoberta de uma mina de pedras de ametista em Sento Sé, que já vinha sendo explorada, mas só veio a ter impulso em 2017, quando cerca de 20 mil pessoas foram para lá.


A solução para configurar o desenho da APA foi deixar as áreas de interesse das mineradoras de fora e permitir as eólicas, cuja área ocupada abrange cerca de 30% do que será o território da área de preservação permanente.


“Ela [a energia eólica] é também incentivada por nós por ser fonte de energia limpa, e o Boqueirão da Onça é a região que tem mais potencial para a geração desse tipo de energia no Brasil”, declarou o coordenador geral de Políticas para Áreas Protegidas do MMA, André Luís Lima.

12/04/2018

Boqueiro da Ona, o stio mais selvagem da Caatinga baiana




Escrito por: Jos Alves de Siqueira Filho

Publicado em: 07/04/2018



            Nos últimos 13 anos de passagem pelo Sertão, escrevi um capítulo especial dedicado a causa da Conservação  do Boqueirão da Onça e da Caatinga, ainda selvagem. Muitas expedições, coletas botânicas, insalubridade de todos os lados, aprendizados. Tive o privilégio de conhecer o que muitos sequer irão acreditar. As ações transformadoras e perenes na Caatinga exige um esforço adicional diante do desafio da educação que chegou muito tarde neste Brasil  de capitais litorâneas. A criação e a gestão eficiente de áreas protegidas pelo poder público é também refúgio e lazer de quem vive em cidades violentas e desvitalizadas.

 

 

 

                 Milhares de hectares de Caatinga íntegra no município de Sento Sé, Bahia


            Após dezenas de expedições científicas conduzidas pela equipe do Centro de Referência para a Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (Crad/Univasf) inciadas em 2006 apresentam uma flora rica e surpreendente com mais de 900 espécies de plantas reunidas em 120 famílias botânicas, com espécies endêmicas da Caatinga, ameaçadas de extinção e até novas espécies que serão apresentadas brevemente à comunidade científica e que já se encontram no limiar da extinção. A flora do Boqueirão da Onça pode ser apreciada através de centenas de imagens disponíveis no Herbário Vale do São Francisco - HVASF através do link:  www.hvasf.univasf.edu.br

 

 

 

 Coletas botânicas da equipe do Herbário Vale do São Francisco (HVASF) em 12 anos de pesquisa

 

            O complexo do Boqueirão da Onça reúne paisagens únicas de várias fisionomias de Caatinga, além de Campos rupestres, Cerrados, além de elementos amazônicos e atlânticos encontrados em porções úmidas relictuais conhecidos como Boqueirões, locais de refúgio de fauna, água pra matar a sede, onde o sertanejo planta seu roçado de banana, mandioca e feijão, e convive com pinturas rupestres milenares, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil reflexo de um passado de natureza lúdica, cujo homem e natureza eram realmente e não virtualmente  conectados.

 

 

          Pintura rupestre na grota dos Pinga, em Lage dos Negros, Campo Formoso, Bahia

 

            Neste cenário superlativo e único, a região sofre ameaças de mineradoras, do complexo de usinas eólicas, o maior projeto em instalação no Brasil e que precisa de uma ação mais enérgica do governo para seu planejamento e regulamentação. Recentemente, o Boqueirão da Onça ganhou destaque na midia nacional com a descoberta de uma jazida de ametista que provocou uma corrida com cerca de vinte mil garimpeiros de todos os recantos no Brasil em 2017. As comunidades locais reclamam de abusos e violência, além da extração  de madeira, caça de animais silvestres e furto dos rebanhos.
            Por toda essa riqueza  ainda desconhecida do povo brasileiro e pelo conflito de interesses exploratórios e imediatistas, a decisão de  criar o Parque Nacional do Boqueirão da Onça chega tarde e tímida, longe do ideal traçado pelos técnicos do ICMBIO e cientistas envolvidos no processo ao longo dos últimos 12 anos, mas considero um passo importante e efetivo do governo brasileiro para honrar a Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro com apenas 2% de seu território protegido pela legislação federal.

            Mais um fôlego para onças pintadas, tatus-bolas e flores únicas do sertão. Os municípios de Juazeiro, Campo Formoso, Sobradinho, Umburanas e Sento Sé tem nova oportunidade para gerar riqueza através dos incentivos fiscais, devem aplicar os repasses federais  diretamente no turismo científico, rural e pedagógico pautados na educação, o instrumento mais poderoso de transformação da nação. 

 

 

Tatu-bola, espécie ameaçada  de extinção, tem uma de suas últimas populações encontradas no Boqueirão da Onça, sertão da Bahia

 

José Alves de Siqueira Filho

Professor Crad/Univasf

jose.siqueira@univasf.edu.br

Em 13 de março de 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

07/04/2018

Atividades de Extenso do CRAD/UNIVASF na Maior Feira de Caprinos e Ovinos de Pernambuco




Escrito por: Dayane Fernandes, Valdisia Celestino e Jos Alves

Publicado em: 09/06/2017



O Centro de Referências de Recuperação de Áreas Degradadas das Caatingas (CRAD/UNIVASF) participou nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2017 da feira de caprinos e ovinos “Capri Show” na cidade de Dormentes-PE, no Pátio Cultural de Eventos da cidade, considerada a maior feira de Caprinovinocultura de Pernambuco.

O stand do CRAD teve uma posição de destaque logo na entrada da feira evidenciando os trabalhos feitos pelo centro, com a participação de biólogos e alunos dos cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica e Zootecnia da UNIVASF. O stand foi amplamente visitado pela comunidade local, autoridades políticas, produtores, pesquisadores, alunos do IF-Sertão e UNIVASF.

O CRAD, por sua vez, desenvolve atividades de extensão fundamentais junto à sociedade em razão da importância da flora das Caatingas e seu imenso potencial forrageiro e às questões fundamentais sobre o manejo ideal de caprinos e ovinos que pode acarretar em graves problemas ambientais como acelerar os processos de desertificação, que por consequência inviabiliza uma das principais atividades econômicas do semiárido, uma vez que estes animais são criados soltos nas Caatingas de modo extensivo, isto é, com um manejo muito rudimentar a despeito de toda a tecnologia disponível para tornar a caprino e ovinocultura, uma atividade sustentável no semiárido brasileiro.

O CRAD também realizou a doação de mudas de espécies nativas das Caatingas produzidas no viveiro do CRAD, promovendo à comunidade o conhecimento e o incentivo do plantio de espécies nativas, substituindo as espécies invasoras como o Nim (Azaradica indica) e a Algaroba (Prosopis juliflora), que promovem intoxicação do solo e o empobrecimento da comunidade de espécies nativas com alto poder de forragem tornando os ambientes de Caatingas estéreis e colapsados.

09/06/2017

A Encclica Verde e seu significado para a Caatinga




Escrito por: Erick Douglas Souza Almeida

Publicado em: 05/06/2017



       Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente no próximo dia 05 de unho, a arquidiocese de Feira de Santana (BA) realizou no último dia 02 de junho de 2017, na Carnaíba do Sertão, município de Juazeiro (BA) um estudo sobre a encíclica Laudato Si, escrita pela Vossa Santidade, Papa Francisco, que está sendo estudada pelas dioceses de todo o Brasil. Conhecida como a Encíclica Verde, é reconhecida como uma das mais modernas e progressistas encíclicas redigidas por um Papa na história da igreja católica. o estudo da Encíclica que contou com a participação das dioceses de todo o sertão baiano, bem como com os representantes regionais das Pastorais.

      No evento foram convidados dois palestrantes oferecer ao debate da mesa redonda a visão técnica e científica acerca dos problemas sócio-ambientais do ecossistema Caatinga. José Moacir dos Santos do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e o Biólogo Erick Douglas Souza Almeida, representando o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradas (CRAD/UNIVASF).

      O evento iniciou com a apresentação de todos os presentes e foram cantados hinos de louvor a Deus que enfatizavam o cuidado com a casa comum, o nosso planeta. Erick Almeida, contextualizou a Encíclica com os problemas enfrentados pelos catingueiros, apresentando a Caatinga como presente de Deus Criador, e os catingueiros como uma classe social que deve estar em constante luta para defender a sua região, seu povo e a cultura sertaneja. Foram discutidos diversos temas acerca dos desafios presentes e futuros para a conservação da Caatinga consoante aos temas abordados pela Laudato Si.

      A encíclica tem a proeza de contextualizar todos os problemas sócio-ambientais da atualidade com a espiritualidade, trata as ciências como um aliado na solução desses problemas. Ela contém críticas para ambos os lados. A ciência que vem ampliando sua habilidade de transformar o mundo material com suas novidades tecnológicas, porém, não preocupa-se em mudar as pessoas. E a religião, que por tempos não atentou para o cuidado com nosso bem maior, a Terra, que é a casa de todos. Em seu texto o Papa Francisco deixa claro a universalidade do que propõe, não se trata de um comunicado aos católicos, e sim, um chamado a todos os povos.

05/06/2017

O amor existe




Escrito por: Andrea Santana

Publicado em: 04/05/2017



Equipe processando as sementes

 

 

 

Muita gente canta o rio São Francisco dizendo que ele está quase morto, que a vegetação devastada não cumpre mais de forma eficiente sua função de proteção, que a fauna está desaparecendo, que os peixes estão morrendo, que o rio é um poço de agrotóxicos, que a cultura das populações ribeirinhas está em perigo.

 

 

 

Muita gente cala, escondendo ou não querendo enxergar os problemas que ele tem, ou ajudando a aumentar ainda mais o abismo que separa esse enorme corpo d’agua, que é a alma do sertão, da realidade de seu povo.

 

 

 

Como parte das filmagens de um documentário com as mulheres que vivem na beira do Velho Chico, acompanhei uma pequena equipe de pesquisadores do Crad (Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas - UNIVASF), os estudiosos da caatinga que beija aquele rio, num trabalho de campo realizado em um trecho que vai de Pedrinhas (distrito de Petrolina, Pernambuco) até Curaçá (Bahia). Um dia dentro do rio. O objetivo da expedição era colher sementes das espécies que compõem a mata ciliar, que auxilia na proteção do rio. São árvores presentes na beira do rio, da nascente até a foz. Muitas estão morrendo ou estão doentes. As sementes seriam colhidas para análise e para produzir mudas que permitam o reflorestamento, que é  um desafio muito grande.

 

 

 

A viagem começou tranquila.

 

 

 

Quem entra no rio sem saber nada dele, sem ouvir os protestos dos que sofrem, fica maravilhado com sua beleza e imensidão. E não dá para não se sentir pequenina e ser invadida por sua força e exuberância.

 

 

 

Enquanto fechava os olhos para deixar o vento acariciar meu rosto e deixar o cheiro da água e da vegetação me invadir, me senti feliz de poder navegar num rio que sempre morou dentro de mim através dos textos e músicas de grandes poetas como João Guimarães Rosa, e Caetano Veloso.

 

 

 

 Depois de uma meia hora de viagem cruzamos o primeiro barco de pescadores. Como íamos fazer nossa primeira parada, eles acostaram conosco para tratar os poucos peixes que haviam pescado e que seriam nosso almoço. Um peixe chamado pacu, que os pesquisadores não tem certeza de que é um peixe nativo do rio, mas os pescadores garantem que sim.

 

 

 

Enquanto descobria, aprendendo com o professor José Alves de Siqueira Filho, sua colega de trabalho Dayane, e as estagiárias Carla e Jessica, sobre as sementes das ingazeiras, que são as árvores mãe do Velho Chico, que lhes dão vida, que garantem sua existência, ouvia dos pescadores Genivaldo e Helio, uns apaixonados pela pesca, confiantes ainda na energia do rio, que eles hoje só conseguem pescar pacu, curimatã e piau, e que a maioria dos peixes nativos do rio ou desapareceram ou são encontrados raramente.

 

 

 

Embarcamos os peixes tratados e os sacos de sementes devidamente catalogados e continuamos a viagem. De repente, o motor do barco tocou a areia do fundo do rio que se encontrava a menos de um metro de profundidade. Estávamos a uns 300 metros de cada margem. Dayane desceu do barco e caminhou dentro d'água sem problemas e explicou que por causa do desmatamento, da substituição de árvores nativas como a ingazeira que fixa o solo com suas raízes profundas, o rio se enche de areia.

 

 

 

Depois de atravessarmos com dificuldades esse pedaço do rio cheio de bancos de areia, cruzamos o barco do João, um pescador solitário que nos conduziu ao seu porto e nos levou ao seu rancho onde pudemos fazer um fogo e fritar os peixes que havíamos comprado para nosso almoço. Foi impressionante e emocionante ver a forma como fomos recebidos por esse pescador que não conhecíamos. Ver a generosidade com a qual ele abriu as portas da sua casa e dividiu conosco o pouco do que ele tinha para que pudéssemos preparar nosso almoço, e nos oferecendo as frutas de seu jardim para nossa sobremesa. A família dele também apareceu para conversar com a gente. São agricultores que, por medo de perder a plantação, despejam agrotóxicos nas plantas. Venenos que penetram na terra e escorem até o rio, são engolidos pelas plantas ribeirinhas, pelos peixes e no final tudo vai para a barriga.

 

 

 

Passamos um momento ímpar de convivialidade naquele pedacinho de paraíso simples e aconchegante, onde, ajudando Carla e Jessica a retirar as sementes colhidas de seus invólucros, me enriquecia com a aula-espetáculo do José Siqueira, que me lembrava a sabedoria, o humor e a paixão pela caatinga e o sertão do grande mestre Ariano Suassuna.

 

 

 

Continuamos nossa viagem e alguns minutos mais tarde, após cruzarmos dois ou três barcos com pescadores, chegamos numa região que apresentava um portal de cachoeiras, que são as corredeiras de água por conta de muitas pedras. Demos várias voltas procurando o melhor lugar para passar sem corremos o risco de quebrarmos a hélice do motor nem virarmos o barco.

 

 

 

O primeiro barco passou. Ainda ao som dos gritos de felicidade, o segundo barco, onde eu estava, ficou enganchado nas pedras e por sorte não virou. Imediatamente um pescador que passava veio nos salvar. Primeiro me levou juntamente com Jessica para a margem. Depois voltou e com sua grande experiência e conhecimento dos segredos do rio, desenganchou a barca das pedras.

 

 

 

É verdade que apesar de saber que estávamos nas mãos de Ladislau e Augusto, dois bons pilotos, fiquei apreensiva pois ainda tinha muito rio pela frente e o sol já estava começando a baixar. Mas a apreensão não impediu que os últimos momentos da viagem fossem emocionantes porque o rio ainda toca a gente profundamente por sua beleza, pela energia de suas águas. Águas que hidrataram tantas terras e tantos homens, mulheres e crianças desse sertão, que alimentaram tanta gente com seus peixes, que transportaram tantos nordestinos cheios de sonhos. Os reflexos das últimas cores do sol nas águas do Velho Chico se fundindo com o brilho da noite e as luzes da cidade de Curaçá, nosso porto de chegada, estão registrados na minha memória juntamente com a generosidade dos Genivaldos, Helios, Joãos e Marias do Francisco, esse rio que parece nome de um ente querido da nossa família.

 

 

 

 Graças aos Josés Siqueiras, às Dayanes, às Carlas, às Jessicas, e o carinho que eles dedicam às sementinhas, posso dizer que o amor existe e ter esperança de que nada está perdido e que o rio São Francisco ainda vive e pode voltar a ser grande.

 

 

 

Andrea Santana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Cineasta. Arquiteta e Urbanista pela UFC. Doutora em Geografia Física pela USP)

04/05/2017

CRAD promove palestra com Jan Mertens e Jrn Gemer da Universidade Hohenheim (Alemanha)




Escrito por: Dayane Fernandes & Jos Alves de Siqueira

Publicado em: 04/04/2017



No dia 31 de março de 2017, o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD/UNIVASF), promoveu uma palestra no Campus Centro da UNIVASF, com os Alemães Jörn Germer e Jan Mertens da University of Hohenheim, Inst. of Plant Production and Agroecology in the Tropics and Subtropics, Germany, onde foram apresentadas as palestras “Agroecologia e a importância da Colaboração Internacional” por Jorn Germer e “ Endemic trees planted in modified planting holes-na alternative land-use strategy for the semiarid Brasil?” por Jan Mertens.

Ambas as apresentações abordaram a importância e alternativas para conservação do Umbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) espécie nativa das Caatingas de importância ecológica, cultural, medicinal e de produção. O desmatamento, para plantio de roças, e o pastejo dos animais como o bode vem causando a diminuição drástica da vegetação nativa das Caatingas. É preciso, portanto adotar políticas públicas emergências para a conservação das Caatingas.

Para superar a possibilidade de extinção do umbu, Jorn Germer e Jan Mertens sugerem alternativas do plantio do umbu para produção, fazendo com que o produtor recupere a Caatinga podendo ganhar dinheiro, gerando assim, a cultura do umbu, Jorn destaca que “é preciso ter demanda da sociedade, as pessoas precisam conhecer o umbu e começar a pedir, assim a produção será necessária e teremos um dia roças de plantação de umbu”. Seus estudos estão voltados para o reconhecimento das populações encontradas no semiárido a partir do georreferenciamento das árvores matrizes; Jan, por sua vez, afirma que nos últimos três anos de busca por árvores de umbu, em 160 indivíduos apenas três eram com idade abaixo de 10 anos, “isso é um problema grave, a árvore está desaparecendo” afirma Jorn.

O prof. José Alves reforça a ideia do desaparecimento da árvore sagrada do sertão em seus estudos nos últimos dez anos, por exemplo suas pesquisas apontam que a regeneração natural de novas árvores de umbuzeiro é inexpressiva devido a vários fatores, especialmente o sobrepastejo de caprinos e ovinos. Adicionalmente, são poucas populações naturais protegidas por unidades de conservação o que torna a necessidade de ações de conservação que garantam a variabilidade genética das populações naturais.

04/04/2017

Convite para palestras com Jan Mertens e Jorn Gemer (Humboldt Universitat) - Hoje (30/04)




Escrito por: Crad

Publicado em: 30/03/2017



O CRAD convida a todos para assistir hoje (30/03/2017) s 19:00, Sala 19 na Univasf Petrolina-PE, campus centro as Palestras:

Palestra: Endemic Trees planted in modified planting holes - an alternative land-use strategy for the Brazilian semiarid ?
Palestrante: Jan Mertens

Palestra: Agroecologia e a importncia da colaborao internacional.
Palestrante: Jorn Gemer

Entrada Franca!

30/03/2017

Ao voluntria: Pequenos gestos, grandes feitos




Escrito por: Elaine Nunes, Alisson Guedes, Raquel Gomes, Uitamara dos Santos, Aurlio, Jssica Albuquerque, Lariane Santos & Jos Alves de Siqueira Filho.

Publicado em: 04/09/2016







O Enceramento da 12 Festa do Tamarindo, festa tradicional que acontece na comunidade de Caboclo, em Afrnio PE. Nome do festejo homenageia as rvores mais emblemticas, cujos indivduos ter quase 200 anos de vida tornando-as parte da histria e vida da comunidade. Os velhos tamarineiros se destacam pela beleza e opulncia, dando vila um cenrio encantador e nico, alm da benevolncia da oferta dos tamarindos apreciados por todos.

Curiosamente, 28 de agosto o Dia Nacional do Voluntariado, os festejos foram marcado por aes voluntrias desenvolvidas por estagirios do Centro de Referncia de reas Degradadas (CRAD) e discentes do curso de Cincias Biolgicas da Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF) sob orientao dos professores Jos Alves de Siqueira Filho, coordenador do CRAD/UNIVASF, do colegiado de Cincias Biolgicas e Maria Jaciane de Almeida Campelo do colegiado de Engenharia Agronmica.

As aes foram realizadas no ptio do Museu Pai Chico, carto de visitas do Caboclo. O museu abriga importante e inestimvel riqueza cultural e regional, composta por completo acervo onde so preservados elementos histricos de Caboclo, promove rica narrativa da vida do fundador do povoado o Pai Chico e de toda sua linhagem, explicando atravs das exposies e objetos todo o contexto histrico vivido na regio que se entrelaam ao enredo histrico de outros municpios, como o caso de Petrolina-PE.

Com o objetivo de promover a adequao ambiental e paisagstica do Museu Pai Chico, com elementos tpicos da Caatinga, foi realizado o plantio de mudas de Licuri (Syagrus coronata (Mart.) Becc.), formando uma alameda de palmeiras integrada e harmnica com o Museu. O licuri uma espcie nativa da Caatinga bem adaptada s regies secas e semiridas, possuindo potencial ornamental alm de abrigo e fonte de alimento para a fauna nativa da Caatinga.

A concepo do jardim didtico da Caatinga partiu da valorizao dos elementos locais com a harmonizao da cincia, arte e reciclagem. Foram montados fragmentos de telhas ao redor das mudas, formando um charmoso piso do tipo quebra-cabea que alm da composio artstica, os fragmentos de telhas retm umidade, ameniza a temperatura e exposio direta ao sol. A regio de Caboclo considerada uma importante rea prioritria para conservao da Caatinga, por conta da notvel biodiversidade formada por um ambiente de Caatinga arbrea com a expressa riqueza florstica, com a presena de espcies endmicas: Faveleira (Cnidoscolus quercifolius Pohl), Macambira (Bromelia laciniosa Mart. ex Schult. & Schult.f.), Caatingueira (Poincianella microphylla (Mart. ex G.Don) L.P.Queiroz), Caro (Neoglaziovia variegata (Arruda) Mez) e Baba-de-soim (Erythroxylum pungens O.E.Schulz), alm deespcies ameaadas de extino, como a Barana (Schinopsis brasiliensis Engl.) e Aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemo); alm da endmica e ameaada de extino, Pereiro-vermelho (Simira gardneriana M.R.V.Barbosa & Peixoto) e cascudo (Handroanthus spongiosus (Rizzini) S.Grose). O Caboclo tambm se destaca pelo complexo de lagoas magnesianas, que promoveram elevado grau de preservao nos registros fsseis da megafauna encontrados nessas lagoas.

Aes que contribuam para a conservao da Caatinga so importantes para a manuteno de processos ecolgicos. Neste cenrio foi realizado o plantio de mudas de ing (Inga vera Willd.) e oiticica (Licania rigida Benth.) nas margens da Lagoa Comprida, tpicas de ambientes riprios, importantes para a restaurao da mata ciliar funcional. A recuperao das margens de cursos dgua vital para a manuteno dos rios e das lagoas, sendo estes tambm o principal meio de sobrevivncia de muitas famlias que dependem dessas fontes de gua. Assim, as aes de plantio contando com o apoio da comunidade representam valiosa contribuio e resgate da valorizao das espcies nativas da Caatinga. Nesse intuito as aes voluntrias pelos alunos da UNIVASF, como a realizada em Caboclo, so doaes singelas de trabalho, talento e amor que o que s futuramente sero compreendidos pela comunidade do Caboclo.

04/09/2016

CRAD promove curso de identificao botnica na Caatinga




Escrito por: CRAD

Publicado em: 27/05/2016



Onde: UNIVASF, Campus Cincias Agrrias, CRAD, Petrolina-PE
Quando: 10/06/2016
Investimento R$ 20,00


Faa sua inscrio online em: http://cursoscaatinga.wix.com/meusite

27/05/2016

III REFOREST: Simpsio nacional sobre restaurao florestal.




Escrito por: CRAD

Publicado em: 25/05/2016



Acontecer em Viosa, Minas Gerais, de 17 a 19 de Agosto de 2016, o III REFOREST: Simpsio nacional sobre restaurao florestal. Alm de Pesquisadores e profissionais da rea, o evento voltado para estudantes de graduao e ps-graduao, tcnicos florestais, profissionais de minerao e de gerao de energia e interessados em cincias afins restaurao ecolgica.

O evento tem como objetivos:

  • • Promover um frum de discusso sobre os problemas relacionados restaurao de reas de preservao permanente, reserva legal e reas degradadas em geral;
  • • Divulgar tcnicas e modelos de restaurao florestal e de outros ecossistemas empregadas nas diferentes situaes de degradao ambiental.
  • • Promover a difuso tecnolgica e o intercmbio entre professores, pesquisadores, gerentes e tcnicos de empresas florestais, estudantes universitrios, fabricantes de produtos e prestadores de servios no contexto da restaurao ecolgica;
  • • Criar condies para transferncias de informaes entre diferentes grupos do setor pblico e privado.


Outras informaes e inscries podero ser obtidas no site oficial do evento:
http://www.sif.org.br/@reforest2016/

25/05/2016

Projeto Cursos das Caatingas promove minicurso sobre Tecnologia de Sementes




Escrito por: CRAD

Publicado em: 24/05/2016



O projeto Cursos das Caatingas uma iniciativa pioneira coordenada pelo Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD/UNIVASF). Estes treinamentos tm como objetivo capacitar os participantes quanto aos aspectos e impactos do meio ambiente e a conduta sobre o processo de integrao entre meio ambiente e responsabilidade social, alm de proporcionar direcionamentos para produes cientficas em recuperao e conservao da flora de reas prioritrias para a Caatingas.

O Programa foi desenvolvido atravs de aulas tericas, expositivas e complementao prtica do campo ao laboratrio. Os temas foram apresentados com uso de recursos audiovisuais contendo conceitos e exemplos prticos dentro da realidade regional, cuidadosamente selecionados pela equipe de profissionais do projeto: Elaine Nunes (Biolga); Dayane Fernandes (Biolga); Thatiany Teixeira (Biolga) e Raphaela Aguiar (Engenheira Agrnoma), com experincia no contexto ambiental da flora das Caatingas.

O primeiro minicurso de Tecnologia de sementes da Caatinga, que ocorreu nos dias 12 e 13 de maio de 2016, reuniu 20 participantes entre alunos de graduao de Cincias Biolgicas, Engenharia Agronmica e Zootecnia da UNIVASF e uma professora do Instituto Federal IF-Serto.

Foram proporcionadas aulas tericas e prticas, desde coleta at a germinao de sementes nativas em campo e nos laboratrios, alm de visitas s colees botnicas, como o Herbrio, Banco de sementes e Viveiro de mudas nativas do CRAD/UNIVASF. Ainda, foram oferecidos coffee breaks e os alunos foram contemplados com o sorteio do livro Guia de Campo de rvores da Caatinga.

24/05/2016

CRAD realiza plantio de mudas em pontos de transporte urbano




Escrito por: CRAD

Publicado em: 20/05/2016



Com temperatura que atingem at 45C, Petrolina-PE famosa pelo desconforto trmico provocado na populao e nos turistas que visitam a cidade. Um dos agravantes dessa situao a baixa taxa de arborizao do municpio, tornando necessrio e imediato o plantio de rvores nativas da Caatinga - ao indispensvel em ambientes urbanos com grande incidncia de radiao solar. Alm de trazer beleza aos espaos pblicos, as rvores nativas auxiliam o sombreamento, diminuem a temperatura local e purificam o ar por meio da transformao de gs carbnico (gerado pela queima de combustveis, por exemplo) em oxignio.

O Centro de Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD/UNIVASF) promoveu na semana do dia 17 de maio de 2016 o plantio de mudas em pontos de transporte urbano. No bairro Cohab Massangano, por exemplo, foram plantadas duas mudas, uma caraibeira e um jatob. Os mototaxistas da rea se foram sensibilizados a fazer o plantio e cuidar das mudas, que um dia vo crescer e fazer sombra em seus postos de trabalho.

20/05/2016

Dia Nacional da Caatinga: Codevasf investe em estra-tgias de conservao do bioma brasileiro




Escrito por: Assessoria de Comunicao e Promoo Institucional da Codevasf

Publicado em: 27/04/2016



O apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e do Parnaba (Codevasf) s aes voltadas para a conservao da Caatinga destaque neste 28 de abril, quando se comemora o Dia Nacional da Caatinga. A empresa, por meio do Programa de Revitalizao da Bacia Hidrogrfica do rio So Francisco, tem apoiado estratgias tcnico-cientficas que promovem a conservao e o uso sustentvel desse bioma, exclusivamente brasileiro, que ocupa 11% do territrio nacional.

Aes dessa natureza esto sendo desenvolvidas nos Centros de Referncia em Recuperao de reas Degradadas, como o Centro da Universidade Federal de Alagoas (CRAD/UFAL), campus de Arapiraca, e o da Universidade Federal do Vale do So Francisco (CRAD/Univasf), implantados com apoio financeiro da Codevasf/Ministrio da Integrao Nacional (MI).

O principal objetivo desses centros desenvolver modelos para recuperao de reas degradadas, promover a capacitao para a formao de recursos humanos e disseminar prticas de recuperao e desenvolvimento sustentvel como: produo de mudas, plantio, tratos silviculturais, capacitao, dentre outros, afirma o engenheiro florestal da Codevasf, Camilo Cavalcante de Souza. O apoio da Codevasf foi fundamental para estruturao dos centros oferecendo instalaes adequadas para a produo de conhecimento e desenvolvimento dos modelos de recuperao, finaliza.

No CRAD/UFAL, pesquisadores do campus Arapiraca estudam a propagao do mandacaru, xique-xique e da coroa-de-frade. O objetivo principal dessa pesquisa a manuteno da variedade gentica dessas cactceas que so smbolos da Caatinga. Nosso trabalho visa reproduo desses cactos em laboratrio e, posteriormente, a sua propagao vegetativa e plantio para garantir a variabilidade gentica das espcies no ambiente natural. Nos ltimos anos, devido a grande seca, a ao de extrativismo dessas cactceas tem sido muito grande, principalmente para uso na alimentao animal, ornamentao e no caso da coroa-de-frade, que utilizada na culinria extica. Como so plantas que crescem muito lentamente, diversas reas tiveram essas populaes de cactceas praticamente dizimadas. Nesse sentido, estamos tentando reproduzi-las para formar um banco de matrizes e depois retorn-las para o plantio no ambiente natural, explica Jos Vieira Silva, professor da Universidade Federal de Alagoas (CRAD/UFAL).

Outro trabalho de conservao e preservao da caatinga est sendo desenvolvido pelo CRAD/Univasf. No local, encontra-se instalado o Herbrio Vale do So Francisco (HVAS), onde h amostras vegetais da Caatinga que, alm de contribuir com o conhecimento cientfico sobre a flora da regio, auxiliam na elaborao de projetos de recuperao de reas degradadas.

importante destacar o apoio da Codevasf para a implementao dos CRADs na bacia do So Francisco, porque, naquele momento, em 2007, tnhamos muita informao fragmentada sobre a biodiversidade da caatinga. Com o incentivo da Codevasf, conseguimos construir esse herbrio, que uma coleo de plantas cientficas muito importante para os estudos do bioma. Isso s foi possvel porque a Codevasf compreendeu a importncia da criao dos CRADs, afirmou o professor e botnico Jos Alves de Siqueira Filho.





Em dos trabalhos desenvolvidos pelo centro, em 2012, foi a obra A flora das caatingas do rio So Francisco: histria natural e conservao. A publicao, alm de contribuir com o conhecimento cientfico em relao preservao do bioma, resgata uma histria natural da convivncia do homem com o semirido brasileiro. O livro foi um esforo de quase 100 pesquisadores de 40 instituies de pesquisa do pas, entre elas o Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf. Ele conta com 552 pginas e 13 captulos. O trabalho juntou toda informao sobre o bioma da caatinga que estava fragmentada, num documento nico, resultando no mais completo registro cientfico j realizado sobre o ecossistema Caatinga, ressalta Siqueira Filho. A gente teve a honra de ser agraciado pelo prmio Jabuti 2013 na categoria Cincias Naturais, finaliza.





A publicao tem contribudo com a gerao de conhecimentos tcnico-cientficos relacionados conservao da gua, solo e recursos florestais que so a base para o desenvolvimento de programas de recuperao de reas degradadas. Mais informaes sobre a obra esto disponveis no site do CRAD/Univasf.

Reportagem original: Clique aqui

27/04/2016

Crad promover curso de Tecnologia de Sementes da Caatinga




Escrito por: CRAD

Publicado em: 15/04/2016



15/04/2016

Convite para o seminrio "Velho Chico sempre vivo"




Escrito por: CRAD

Publicado em: 12/11/2015



O Rotary Club tem a honra de convidar-lhe a participar do Seminrio "Velho chico Sempre Vivo!". O evento contar com a presena do Deputado Federal Gonzaga Patriota, o Ambientalista e Cooperativista Joo Bosco e O professor da Universidade Federal do Vale do So Francisco, Dr. Jos Alves de Siqueira Filho.

Local: Cmara de Vereadores de Juazeiro-BA
Data: 20 e 21 de Novembro de 2015
Horrio: 20:00 h

convite

12/11/2015

Carta do Baixo So Francisco




Escrito por: CRAD

Publicado em: 28/10/2015



Ao
Governador do Estado de Alagoas, Sr. Jos Renan Vasconcelos Calheiros Filho.
Governador do Estado de Pernambuco, Sr. Paulo Henrique Saraiva Cmara.
Governador do Estado de Sergipe, Sr. Jackson Barreto de Lima.
Governador do Estado da Bahia, Sr. Rui Costa dos Santos.
Ministra do Meio Ambiente, Sra. Izabella Mnica Vieira Teixeira.
Ministro da Integrao Nacional, Sr. Gilberto Magalhes Occhi


Penedo-AL, 01 de setembro de 2015.


Prezados Senhores,


Durante o VII Workshop Rio So Francisco, realizado, conjuntamente, com o III Encontro Ambiental e o I Seminrio de Direito Ambiental, na cidade de Penedo - Alagoas, entre os dias 30 de agosto e 01 de setembro de 2015, se reuniram representantes de diferentes instituies pblicas e privadas, de ensino, pesquisa e extenso, e foram discutidos os mltiplos usos da Bacia do So Francisco, e seus efeitos sobre o Baixo Curso.

O evento teve como objetivo a promoo do debate envolvendo temas sobre cultura, identidade, desenvolvimento e meio ambiente; focalizando questes pertinentes ao Baixo So Francisco. Alm da divulgao dos resultados de pesquisas cientficas realizadas em diversas reas, sobre o Vale do Rio So Francisco, possibilitando intercmbio entre pesquisadores e estudantes de graduao e ps-graduao.

Nas mesas-redondas, foi debatido o comprometimento dos recursos naturais na Bacia do So Francisco; a qualidade da gua e o compartilhamento dos saberes; a cartografia socioeconmica e ambiental dos municpios do Baixo So Francisco; e o turismo como vetor de desenvolvimento dessa rea.

Como resultado, tanto para os municpios que margeiam o Vale do Rio So Francisco, quanto, principalmente, para a sustentabilidade do prprio Rio So Francisco, expomos, abaixo, algumas reflexes e reivindicaes:

  • 1. A necessidade apoio financeiro contnuo aos Centros de Referncia para Recuperao de reas Degradadas (CRADs), o que afeta diretamente o desenvolvimento tecnolgico e social na regio;
  • 2. A necessidade de execuo imediata do Programa de Revitalizao da Bacia Rio So Francisco, que ultrapassa j metade do seu prazo de execuo e nenhuma ao prevista foi concretizada;
  • 3. A efetivao da Poltica Nacional de Resduos Slidos e da Poltica Federal de Saneamento Bsico, cuja a ausncia provoca srios problemas, tanto sociais e econmicos, quanto ambientais;
  • 4. A precarizao do Programa de Interiorizao do Ensino Superior, que no garante a qualidade da educao, pesquisa e extenso; comprometendo a qualificao da mo de obra;
  • 5. A construo e execuo de Planos de Manejo para as Unidades de Conservao da regio;
  • 6. A criao imediata do Parque Nacional do Boqueiro da Ona, rea de extrema importncia biolgica por possuir flora endmica, ecossistemas variados, baixa densidade demogrfica, e um dos ltimos refgios na bacia do So Francisco com registros de ona pintada Panthera onca, o maior felino das Amricas, ameaada de extino.
  • 7. A falta de ateno aos Agricultores Familiares e as Comunidades Tradicionais, em especial indgenas, quilombolas e pescadores artesanais, no que tange sua regularizao territorial, seguranas hdrica, alimentar, nutricional e energtica; e a garantia de comercializao de seus produtos, o que sugere autonomia financeira e econmica;
  • 8. Os processos de regularizao fundiria existentes em toda a Bacia do So Francisco, e a resoluo dos seus conflitos socioambientais;
  • 9. A manuteno da vazo mnima das guas da foz do So Francisco, que garante a manuteno de servios ecossistmicos essenciais, tais como: produtividade pesqueira, regulao climtica, reduo da dinmica, e consequente assoreamento do leito do rio e a navegabilidade;
  • 10. O reflorestamento das matas ciliares em toda a Bacia do So Francisco e medidas efetivas no combate ao processo de assoreamento do rio e desertificao de diversas reas;
  • 11. A insuficiente fiscalizao das aes em andamento nas Unidades de Conservao, em especial a APA de Piaubuu, permitindo um modelo explorao desordenado do turismo, dentro da proposta de turismo de massa, na foz do rio So Francisco, engendrando significativo impacto ambiental negativo na regio;
  • 12. A maior valorizao da atividade do turismo pelo setor pblico de Sergipe e Alagoas, possibilitando o desenvolvimento da atividade de forma a conciliar os interesses econmicos e sociais com a necessidade de valorizao e proteo dos recursos naturais da Bacia do So Francisco;
  • 13. Apesar do reconhecimento do esforo e dos resultados alcanados pelo APL Caminhos do So Francisco, h necessidade de criar um mecanismo de governana territorial do turismo para regio, que permita o planejamento, ordenamento e regulamentao integrado e integral da atividade, e que envolva a sociedade civil, os empresrios locais e o setor pblico de todas as esferas;


Consideramos que nesse momento, em que o pas passa por uma preocupante crise hdrica, indispensvel uma maior reflexo sobre a conservao e o desenvolvimento de nossas bacias hidrogrficas, neste caso especial, sobre todos os pontos citados acima a respeito da Bacia do Rio So Francisco. Reflexes sobre fiscalizao e aplicao da legislao, sobre a disponibilizao de novos investimentos para educao, saneamento bsico, pesquisas e fiscalizao so urgentes e emergentes, para que as discusses realizadas neste encontro tornem-se prticas de gesto socioambiental comuns a toda extenso do rio.

Atenciosamente,


Prof. Cludio Sampaio, Universidade Federal de Alagoas.
Profa. Taciana Kramer, Universidade Federal de Alagoas.
Prof. Ticiano Oliveira, Universidade Federal de Alagoas.
Prof. Igor da Mata, Universidade Federal de Alagoas.
Prof. Petrnio Coelho Filho, Universidade Federal de Alagoas.
Prof. Luciano Amorim, Universidade Federal de Alagoas.
Prof. Alexandre Oliveira, Universidade Federal de Alagoas.
Prof. Jos Alves de Siqueira, Universidade Federal do Vale do So Francisco

28/10/2015

CRAD/UNIVASF participa do Semirido Show 2015




Escrito por: Raphaela Aguiar de Castro, Deise Rejane Oliveira & Thatiany Texeira Bezerra

Publicado em: 27/10/2015



O Vale do So Francisco uma regio conhecida mundialmente como plo produtor de frutas e um evento do porte do Semirido Show interfere na rotina de todos. O evento organizado pela EMBRAPA e IRPAA desde 2009, traz a importncia da agricultura familiar e como o homem do campo vem das mais diversas formas mostrando sua criatividade para obter uma renda melhor. O evento possibilita participao em minicursos, palestras, alm de stands com muitas informaes, produtos artesanais venda, alm de mostrar a cultura do povo sertanejo.

O Centro de Referncia para reas Degradadas da Caatinga (CRAD/UNIVASF) fez parte deste evento com um stand onde foram apresentados comunidade, principalmente produtores da regio, os trabalhos que esto sendo desenvolvidos no Centro e como tais experincias esto diretamente relacionados s suas vidas. No stand do CRAD pode-se conhecer uma pequena amostra dos laboratrios do CRAD, as pesquisas atualmente desenvolvidas e os livros publicados.

Assim, as mais de 200 pessoas que puderam visitar o espao puderam ter uma maior sensibilizao para a importncia da conservao da Caatinga diante do desafio da sustentabilidade. Contatos puderam ser feitos e laos estreitados para que o nosso centro possa continuar servindo comunidade que vive no semirido.

27/10/2015

Aes do CRAD / UNIVASF no baixo So Francisco: Uma contribuio norteadora para o destino do rio endmico brasileiro




Escrito por: Elaine Bonfim Nunes, Thatiany Teixeira Bezerra, Erick Almeida Santos & Jos Alves de Siqueira

Publicado em: 26/10/2015








A Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF) atravs do Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga CRAD/UNIVASF participou pela terceira vez consecutiva divulgando as aes desenvolvidas nos ltimos oito anos na revitalizao do Rio So Francisco durante o VII Workshop do Rio So Francisco que ocorreu no Baixo So Francisco na cidade de Penedo, em Alagoas entre os dias 30 de Agosto e 01 de Setembro.

No evento promovido pela UNIFACS de Salvador (BA), sob a coordenao da Profa. Regina Celeste Souza, o CRAD/UNIVASF apresentou as principais estratgias e oportunidades necessrias e urgentes para a revitalizao do Rio So Francisco. O Prof. Dr. Jos Alves de Siqueira abriu o evento com sua palestra intitulada Conservao e biodiversidade das Caatingas do Rio So Francisco: Desafios e Oportunidades, alm de ter ministrado a oficina Plantar arvores no So Francisco: Uma emergncia , convocando os participantes a agir de modo objetivo, uma contribuio real cidade histrica de Penedo. O plantio de rvores nativas do Rio So Francisco foi realizado na unidade da Universidade Federal de Alagoas UFAL com a participao de todos do evento.

Para finalizar as atividades foi realizada uma expedio foz do Rio So Francisco, na regio do Pontal do Peba para compreender todos os impactos antrpicos da transformao inexorvel do Rio So Francisco. Durante a expedio, foram ainda feitas importantes coletas botnicas nos ecossistemas de mangue e mata atlntica para serem incorporadas ao acervo do Herbrio da Universidade Federal do Vale do So Francisco (HVASF).

26/10/2015

IV Congresso Nacional do Cangao - 27 a 31 de Outubro de 2015




Escrito por: CRAD

Publicado em: 08/10/2015



O IV Congresso Nacional do Cangao, que ter como tema Caatinga: Patrimnio natural e cultural um evento idealizado pela SBEC (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangao) com apoio das seguintes instituies: SEBRAE, Universidade Estadual do Piau (UESPI), Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF), Instituto Federal de Educao e Tecnologia do Piau (IFPI), Fundao Museu do Homem Americano (FUMDHAM), Governo do Estado do Piau, Diocese de So Raimundo Nonato e Prefeitura de So Raimundo Nonato.

O evento uma oportunidade singular e inovadora no sentido de promover a discusso em torno de questes que envolvem o processo de construo das representaes sobre a Caatinga, Sertes, dentre elas o cangao, a religiosidade, artes, identidades, enfim, sua prpria historicidade; sem deixar de lado viso patrimonial e turstica acerca do tema. A programao prev conferencias, minicursos, mesas-redondas, simpsios temticos, mostra de filmes, exposies fotogrficas e diversas atividades culturais.

No ltimo dia do evento, Professor da Univasf e diretor do Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas (CRAD), Dr. Jos Alves de Siqueira Filho, ir proferir a conferncia de encerramento.

08/10/2015

Defeso da Caatinga




Escrito por: CRAD

Publicado em: 17/06/2015



Ol pessoal Defensores do Bioma Caatinga,

Contamos com vocs no III Frum Permanente de Discusso sobre Estratgias de Recuperao do Bioma Caatinga, que acontecer essa semana no Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia (IFRN), no campus avanado de Parelhas, dia 19 de junho, sexta feira, s 15 horas, para continuarmos a construo da poltica pblica intitulada DEFESO da CAATINGA. Lembre-se que a construo de uma poltica publica requer a participao de toda sociedade e, por isso, sua participao FUNDAMENTAL.

Quero lembra-los que o Frum ter inicio impreterivelmente s 15 horas e encerramento s 18:30 horas, conforme programao:

1- Abertura do evento Profa. Paula Francinete de A. Batista, Diretora do Instituto Federal de Educao, Cincia e Tecnologia (IFRN), Campus avanado de Parelhas;

2- Apresentao da proposta do DEFESO da CAATINGA Profa. Magda Maria Guilhermino, UFRN;

3- Formao dos Grupos de trabalho pelos participantes, sendo 2 grupos na temtica relacionada aos aspectos tcnicos da proposta e outros 2 grupos na temtica relacionada aos aspectos polticos da proposta coordenao dos Professores Adriano Dantas da Fonseca e Cristiane de Melo Soares;

4- Finalizao dos trabalhos e encaminhamentos para o IV Frum;

5- Municpios interessados em levar o IV Frum;

6- Encerramento.





Pedimos que nos ajude a divulgar o evento e contamos com a sua importante participao nesta causa to urgente que a recuperao do Bioma Caatinga!

17/06/2015

Crad premiado pela ONU por aes de recuperao e preservao da Caatinga




Escrito por: UNIVASF

Publicado em: 17/06/2015



O Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas (Crad) da Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf) conquistou dois prmios no Programa Dryland Champions 2015, promovido pela Conveno das Naes Unidas de Combate Desertificao (United Nations Convention to Combat Desertification UNCCD). O Crad recebeu um prmio institucional pelo conjunto de suas aes em prol da recuperao e preservao da Caatinga e outro pelo projeto Manejo de Caprinos, Ovinos e Emas na Recuperao de reas Degradadas.

A cerimnia de entrega dos certificados do programa ser realizada amanh (17), Dia Mundial de Combate Desertificao, na cidade de Caic, no Rio Grande do Norte. O diretor do Crad e professor do Colegiado de Cincias Biolgicas da Univasf, Jos Alves de Siqueira Filho, participar da solenidade de premiao. Esta a primeira premiao internacional que o Crad recebe e fruto de um trabalho que iniciou em 2006, quando o Centro foi criado, e que contou com contribuio de inmeros pesquisadores e alunos que apoiaram a pesquisa cientfica na Caatinga, destacou o professor.

O Crad desenvolve vrias aes voltadas recuperao de reas degradadas da Caatinga, como produo e plantio de mudas nativas do bioma, mantm colees de plantas e de madeira, promove pesquisas e elabora publicaes. Tambm conta com o Herbrio Vale do So Francisco (HVASF), que indexado aos dados do Global Biodiversity Information Facility.

O projeto Manejo de Caprinos, Ovinos e Emas na Recuperao de reas Degradadas resultado de uma pesquisa de ps-doutorado desenvolvida no Crad pelo pesquisador Juliano Ricardo Fabricante, sob a superviso de Jos Alves. Financiada pela Fundao de Amparo Cincia e Tecnologia de Pernambuco (Facepe/CNPq), a pesquisa foi realizada de 2011 a 2014. Segundo Alves, o trabalho gerou dados importantes para reorientar o manejo de caprinos e ovinos na Caatinga e props fontes econmicas alternativas para o Semirido. Entre as ideias propostas, destaca-se a criao de emas, um animal nativo da Caatinga, que pode ser criado solto e tem relao harmoniosa com o ecossistema.

Dryland Champions - Esta edio do Dryland Champions ir premiar 31 projetos do Semirido nordestino e do Norte de Minas Gerais na rea de combate desertificao e preservao ambiental. Os projetos premiados recebero certificados e trofus. No ano passado, 14 projetos receberam o prmio, que realizado mundialmente e est na terceira edio no Pas.

A coordenadora do programa Dryland Champions no Brasil, Luciana Valadares, analista de ambiental do Departamento de Combate Desertificao do Ministrio do Meio Ambiente, ressalta que a premiao simboliza o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela preservao do Semirido. O prmio uma chancela importante do Ministrio do Meio Ambiente e da Conveno das Naes Unidas de Combate Desertificao a todos os projetos e instituies envolvidas, afirma.

17/06/2015

Herbrio Vale do So Francisco indexado aos dados do Global Biodiversity Information Facility




Escrito por: CRAD

Publicado em: 09/06/2015



O Herbrio Vale do So Francisco (HVASF), sediado fisicamente no Centro de Referncia para Recupero de reas Degradadas, foi indexado a base de dados do Global Biodiversity Information Facility (GBIF), uma organizao internacional dedicada disponiblizao de dados cientficos da biodiversidade atravs da Internet. Essa organizao destaca-se como uma importantes iniciativa para a cincia, sociedade e sustentabilidade mundial, ao criar ligaes digitais entre os dados e ferramentas da bioinformtica.

O Herbrio O Herbrio Vale do So Francisco foi fundado em 2005, pelo Professor, Botnico e atual Curador, Dr. Jos Alves de Siqueira Filho. Criado para servir de apoio s atividades de ensino, pesquisa e extenso da Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF), o HVASF extrapolou sua ambies iniciais e tornou-se uma referncia da biodiversidade das Caatingas, fomentando o livro vencedor do prmio Jabuti, Flora das Caatingas do Rio So Francisco, a refncia mais atual e completa do nico ecossistema exclusivamente brasileiro, alm de ter propiciado a Criao da maior rea Protegiada do estado de Pernambuco, o Parque tatu-bola.

Toda a coleo do HVASF est online e disponvel para a sociedade e comunidade cientfica, em redes nacionais, como o speciesLink e o site oficial do herbrio, e internacionais, como o GBIF, destacando-se pela qualidade dos dados e pela rigor de padronizao utilizado nas coletas, com toda a coleo georeferenciada, informatizada e padronizada, frutos do compromisso, seriedade, respeito e transparncia de nossas atividades.

Para acessar a coleo direto do Global Biodiversity Information Facility :
http://www.gbif.org/dataset/b18aa640-0367-4956-a6a4-5f07141127f1

09/06/2015

Expedio de campo: Uma lio para a vida




Escrito por: Elaine Nunes

Publicado em: 04/05/2015



Durante os dias 23 e 24 de Abril de 2015 ocorreu expedio para Canudos, Bahia. A equipe reuniu 14 pessoas, destas, 12 alunos, 01 motoristas, e o professor responsvel pela expedio, Prof Jos Alves de Siqueira Filho do Colegiado de Cincias Biolgicas da UNIVASF, em Petrolina (PE). A atividade promovida proporcionou aos discentes a oportunidade nica de ser observador de um belssimo espetculo da natureza: a revoada matutina de centenas de aves que naturalmente no se encontra em nenhum outro local do mundo, das quase extintas araras azuis de lear (Anodorhynchus leari). A participao de momentos como este durante o nosso curso de graduao em Cincias Biolgicas promove aos discentes envolvidos maior censo de responsabilidade e respeito s incrveis espcies das mais diversas categorias que habitam nosso complexo sistema biolgico, as Caatingas. A chance de rever esse acontecimento no meio natural s foi possvel devido ao esforo de vrios pesquisadores que esto estudando a biologia reprodutiva das araras e da Fundao Biodiversitas sediada em Minas Gerais que conta com uma equipe extraordinria que atua diariamente monitorando as araras ameaadas. Os resultados so animadores visto que a populao natural dessas aves aumentou cerca de 300% nos ltimos 20 anos, quando a espcie foi redescoberta no seu habitat natural na regio de Canudos. Uma nova histria se desenha em prol da conservao das espcies e das Caatingas.

04/05/2015

II Frum Permanente de Discusso sobre Estratgias de Recuperao do Bioma Caatinga




Escrito por: CRAD

Publicado em: 27/04/2015



O II Frum acontecer no auditrio da Escola Agrcola de Jundia, campus Jundia, da UFRN em Macaba, s 14 horas.

Sero 6 Fruns e os prximos sero no Serid.

A construo de uma poltica publica requer a participao de toda sociedade e, por isso, contamos com a sua participao efetiva, lembrando que um Frum aberto s discusses e suas opinies, sugestes e aes so fundamentais para que esta proposta se concretize.

O Frum ter inicio impreterivelmente s 14 horas, conforme programao:

  1. 1 - Abertura e Apresentao da dinmica Diferentes formas de subsdios: Como a TOSCANA resgatou a agricultura familiar, seguido da apresentao da proposta do DEFESO da Caatinga Profa. Magda Maria Guilhermino;
  2. 2 - Apresentao de projetos de pesquisa que daro subsdios para a implantao do DEFESO da CAATINGA: Importncia do Planejamento Agropecurio para a sustentabilidade dos sistemas de produo de leite proveniente da agropecuria familiar Prof. Dr. Josimar Torres Gomes
  3. 3 - Espao para discusso e debate pela audincia onde se iniciar o processo de escrita da proposta:
    • 3.1 - Palavras dos Gestores;
    • 3.2 - Palavras dos Agropecuaristas;
    • 3.3 - Palavras dos Pesquisadores;
    • 3.4 - Palavras dos Tcnicos;
    • 3.5 - Palavras dos representantes de Instituies governamentais e no governamentais;
    • 3.6 - Palavras interessados;
    • 3.7 - Municpios interessados em levar o Frum e assinatura do abaixo assinado;
  4. 4 - Encerramento 17:30 horas.

27/04/2015

Aguardaremos as Flores




Escrito por: Everton Fagundes

Publicado em: 27/04/2015



Do ponto de vista da semente, ela no produziria muita coisa: quitina, lipdios, carboidratos e metablitos que para ela, no carregaria muito sentido, a no ser o anseio por se fazer melhor. Do ponto de vista da terra, tambm ela no produziria muita coisa: ctions, ons, xidos, nutrientes e partculas no abraariam a semente e no gerariam nem manteriam vida. Do ponto de vista das ferramentas, tambm elas no seriam brilhantes: o plstico envolveria, mas no acalentaria. O ferro moldaria e se faria p, a p se uniria a um cabo recortado de uma pobre rvore e certeza tinham que desse casamento tambm muitos frutos no dariam a no ser cortar a terra, escavacar a terra e selar a terra. Do ponto de vista do sol, tambm ele no realizaria grandes feitos: queimava tudo, lanava seu brilho, dava sua energia de modo a tentar ao menos, fortificar o mundo. Do ponto de vista dos homens, eles tambm no realizariam nada, pois segundo alguns, eles no seriam capazes de realizar grandes feitos.

Assim, do ponto de vista das coisas, as coisas eram simplesmente coisas: inanimadas, enfadadas, tristes e sem grande utilidade funcional. Do mesmo modo os homens, - especificamente estes homens, diferentes de outros tantos - eram vistos como coisas, tratados como coisas, to inanimados e suprfluos quanto uma semente que no germina e uma terra que no gera vida.

Porm as coisas no so simplesmente coisas e os homens, ah esses homens, acusados por outros homens, tambm no eram simplesmente coisas.

E num gesto fraterno, talvez implcito este ato, mas fraterno pela ao, a semente ganhou oportunidade e surpresa deixou-se invadir pela alegria. Entregou-se e perpetuou sua histria: entrelaada por um bero aconchegante, cresceu a semente tendo a certeza que no era apenas semente: virou muda e como muda, preparou-se para dar todo seu melhor.

Os homens conversaram. Viram na muda a fora de transformao, um sentido de esperana, uma ideia em crescimento, uma proposta de flores. Os homens conversaram entre si e perceberam que outros homens necessitam dessa fora, desse sentido, dessa ideia e dessas flores. Conversaram entre si e foram a procura de outros homens.

Desde ento, as ferramentas se alegraram, a terra ficou ansiosa e o sentido de existncia tomou conta das coisas e dos seres: movimento cria vida e vida se perpetua quando se fortalece.

Assim, quando as manhs permitiram e os homens conseguiram encontrar os outros homens, a terra pode finalmente se cortada pela p, a p entrelaou as entranhas da terra e o cabo, usurpado de sua me rvore, teria a oportunidade de criar novas vidas. E a terra abraou a muda e a muda se aconchegou na terra enquanto os homens, aqueles homens que muitos diriam no serem capazes de realizar grandes feitos, sorriam radiantemente por promoverem vida. E ali, no CAPES, a vida se perpetuou, as coisas ganharam sentido, os seres ganharam vida enquanto os homens sorriam fraternamente exibindo em seus simples traos a capacidade que muitos lhe negam.

E o momento se fez vida, nas coisas e nos sentimentos. Ningum jamais poder, mesmo que insistentemente, abafar os gritos que representam aquele acontecimento, pois jamais se cala um sorriso, pois este se perpetua, se multiplica e se faz vida nos coraes e nas mentes daqueles que insistem em no se entregar futilidade de ser.

Do ponto de vista do sol, aquele dia, mais do que tantos outros, valeu apena brilhar e clarear o mundo, pois percebeu ele, se ainda no tivesse percebido, que a esperana ao constante no peito daqueles que ousam em viver e dizer: sim, ns podemos, sim ns queremos celebrar a vida.

Aguardaremos as flores, no temos dvidas que um dia, na mais bela primavera, elas alegremente chegaro.



Aguardaremos.

27/04/2015

Faa parte da Sociedade de Curadores de Herbrios




Escrito por: CRAD

Publicado em: 17/04/2015



A Sociedade de Curadores de Herbrios (SHC) uma organizao sem fins lucrativos criada em 2005 para realizar discusses, aes e suporte para herbrios ao redor do mundo. Nossa misso promover e expandir o papel do herbrio em pesquisas botnicas, ensino e servio para toda a comunidade, proporcionar um frum para discusses e ao em todas as questes relacionadas com herbrio e estender seus esforos e lanar sua influencia em direo proteo e preservao dos herbrios em vias de extino.

Valores Anuais de Membros
Estudantes U$ 5.00
Regular U$ 10.00
Sustentadores U$ 25.00
Vitalcio U$ 200.00


Site: Society of Herbarium Curators

17/04/2015

Refgio Tatu-bola, nova e maior rea protegida de Pernambuco




Escrito por: O Eco

Publicado em: 17/04/2015



Finalmente o Tatu-bola ganhou um espao pra chamar de seu. Proposta em julho de 2003, foi decretada a criao de uma rea protegida que preservar, entre outros, o animal que foi o mascote da Copa do Mundo de 2014. Trata-se do Refgio de Vida Silvestre Tatu-Bola, que nasceu j com a marca de ser a maior Unidade de Conservao de Pernambuco e uma das maiores do Nordeste.

A rea protegida tem 110 mil hectares e abrange os municpios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista. Conserva uma rea extensa da Caatinga e tem como objetivo preservar espcies endmicas da regio, como o prprio tatu-bola. A espcie endmica de reas do Cerrado e da Caatinga e est bastante ameaada. Chegou a ser considerada extinta na natureza, at ser redescoberta na dcada de 1990

A ideia de criar uma Unidade de Conservao na rea nasceu em 2013 e ganhou forma nas mos do bilogo Jos Alves Siqueira Filho, que preside o Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas (Crad), da Universidade do Vale do So Francisco (Univasf). Aps seguir os trmites dentro dos rgos da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a unidade foi oficializada na segunda-feira, 16/3, atravs de decreto assinado pelo governador do estado.

O Refgio uma categoria de unidade de conservao que tem como objetivo proteger ambientes naturais onde se asseguram condies para a existncia ou reproduo de espcies. A particularidade do refgio permitir que haja moradias dentro da unidade, desde que seja possvel compatibilizar os objetivos da unidade com a utilizao da terra e dos recursos naturais pelos proprietrios particulares.

Copa do Tatu

Durante a Copa do Mundo de 2014, pesquisadores propuseram que a cada gol feito no mundial, 1 mil hectares de terra deveriam ser declarados rea protegida na Caatinga para conservar o tatu-bola, ameaado de extino.

Para os pesquisadores, a melhor maneira de preservar a espcie era proteger o seu habitat. Se a ideia tivesse sido aceita, 171 mil hectares de Caatinga deveriam ter sido protegidos, pois a Copa 2014 registrou 171 gols, em 64 partidas. Pela proposta, a nova UC grande, mas nasceu devendo 61 mil hectares.

17/04/2015

Turma de futuros bilogos da Univasf participam de expedio na Chapada Diamantina, patrimnio da biodiversidade brasileira




Escrito por: CRAD

Publicado em: 08/04/2015



Durante os dias 27 a 31 de Janeiro de 2015 ocorreu expedio para a Chapada Diamantina, Bahia. A equipe reuniu 30 pessoas, destas, 26 alunos, 02 motoristas, 01 monitor e o professor responsvel pela expedio, Prof Jos Alves de Siqueira Filho do Colegiado de Cincias Biolgicas da UNIVASF, em Petrolina (PE). Diversas atividades cientficas foram realizadas a partir do inventrio de plantas nas diversas trilhas nas serras, rios e cachoeiras desta regio de singular beleza no corao do Brasil. Parte do material botnico foi incorporado ao acervo do Herbrio Vale do So Francisco para consulta dos pesquisadores e interessados na flora da Chapada Diamantina.

Durante as aulas foi discutido a caracterizao e importncia dos vrios ecossistemas terrestres (Caatinga, Cerrado e Campo Rupestre) e aquticos (cachoeiras e rios), atravs da visualizao das particularidades das espcies das reas, alm da avaliao crtica da gesto das unidades conservao como o Monumento Natural Cachoeira do Ferro Doido (Morro do Chapu), Parque Nacional da Chapada Diamantina (Mucug) e Parque Natural Municipal do Espalhado (Ibicoara) e seus desafios socioambientais e interesses polticos, como parte das atividades das turmas de Biologia da Conservao e Ecologia de Ecossistemas do semestre 2014.2 da Univasf.

As trilhas mais instigantes foram as trilhas da Cachoeira do Ferro Doido, Cachoeira das Sete Quedas, Funil e Andorinhas, alm do Mirante do Vale do Paty, no povoado de Guin e a mais incrvel cachoeira da Chapada, o Buraco, em Ibicoara, perfazendo um total de 35 km de caminhada, alm da visita ao Poo Azul, em Nova Redeno, para um estudo de recuperao da vegetao nativa no entorno da caverna. No total foram percorridos 1.435 km ao longo da expedio. Na ocasio, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer de perto as riquezas naturais da Chapada Diamantina em contato direto com uma miscelnia de plantas e animais, antigas formaes geolgicas, e trechos dos rios Paraguau e Rio Espalhado. Ao final, o grupo assistiu uma palestra ministrada pelo Agrnomo Adeodato Menezes seguida por debate na Fazenda Terramater sobre a invisibilidade da Agroecologia na Caatinga.

A realizao dessa expedio de campo para os alunos de Cincias Biolgicas da Univasf permitiu formar uma viso crtica do modelo atual de unidades de conservao no Brasil, alm da execuo prtica e aprimoramento dos conhecimentos adquiridos ao longo do semestre nas disciplinas. A aula prtica proporciona aos participantes o maior domnio do assunto, aprendizado e experincia proposta nas aulas tericas. O reconhecimento presencial das reas de grande importncia para a conservao, e a avaliao do funcionamento das unidades de conservao traz a experincia prtica fundamental para os alunos que em breve se tornaro futuros bilogos.

O material botnico pode ser consultado online no site do HVASF (www.hvasf.univasf.edu.br) e ficar a disposio para os estudos teis a conservao do patrimnio natural que representa a Chapada Diamantina.

08/04/2015

Pernambuco cria a maior Unidade de Conservao estadual do Nordeste




Escrito por: NE10 - Meio Ambiente

Publicado em: 20/03/2015



A partir de um decreto assinado pelo governador Paulo Cmara, neste sbado (14), durante a plenria do Todos por Pernambuco, o governo criou a maior Unidade de Conservao estadual do Nordeste. Com 110 mil hectares, o Refgio de Vida Silvestre Tatu-bola compreende uma rea nos municpios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, no Serto do Estado.

"Essa unidade conservar amostras significativas da caatinga pernambucana e espcies raras e endmicas como o tatu-bola. Elas reforam a nossa poltica de Meio Ambiente e Sustentabilidade. uma rea de preservao que fica como legado para as futuras geraes", explicou o governador.

A rea, que tambm ser usada para estimular a pesquisa cientfica e promover a educao ambiental, uma adio s outras 78 Unidades de Conservao do Estado. Os espaos, legalmente institudos pelo Poder Pblico, tm o objetivo de conservar a biodiversidade, os recursos naturais, o clima, o patrimnio gentico e as paisagens de Pernambuco.

Para ler a reportagem completa: Clique aqui

Os professores da Universidade Federal da Vale do So Francisco, Jos Alves de Siqueira Filho e Ren Cordeiro, tiveram importncia fundamental na criao do parque, como mostra as reportagens do portal Papo Reto, durante e aps a criao do Parque:

A verdadeira saga do projeto de preservao do tatu-bola:
Um tatu-bola ameaado e muitas promessas
Tatu-bola ganha casa nova

Para ter acesso ao documento da criao do Parque:
Decreto 41.546, de 16 de Maro de 2015

Jornal do Commercio
Alunos da Univasf pressionam o governo a formalizar proposta

20/03/2015

Tatu-bola ganha casa nova




Escrito por: Papo Reto - Carolina Stanisci (Em: Vida prtica, 16/03/2015)

Publicado em: 20/03/2015



Finalmente, o tatu-bola vai ganhar casa prpria. O mascote da Copa ameaado de extino ter um parque para chamar de seu, com a criao do Refgio de Vida Silvestre Tatu-bola, pelo governador de Pernambuco, Paulo Cmara, no ltimo sbado, 14/3, na cidade de Petrolina (PE). No ano passado, pesquisadores da Univasf (Universidade Federal do Vale do So Francisco) se mobilizaram fortemente em prol da iniciativa.

A unidade de conservao tem 110 mil hectares, abrangendo os municpios pernambucanos de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista. O objetivo proteger da devastao a rica biodiversidade da Caatinga. O Tolypeutes tricinctus, considerado na lista internacional de espcies da IUCN como "vulnervel", foi o ponto de partida dos professores da Univasf Ren Cordeiro e Jos Alves de Siqueira Filho para a mobilizao.

Rene Cordeiro resume a verdadeira saga na qual se transformou o projeto de preservao do tatu-bola:

O local escolhido para abrigar o parque rico em fauna e flora: tatus, veados, mocs, pres, uma infinidade de rpteis e de aves, alm de juazeiros, umbuzeiros, umburanas. O lugar pertence ao estado de Pernambuco, e hoje contempla assentamentos realizados pelo Incra. Toda essa riqueza que salta aos olhos dos pesquisadores, porm, est ameaada.

Os assentados acabaram desmatando muito o entorno e caam os animais. "Um morador tem uma horta orgnica, mas a maioria l desmata. H uma escola tambm, mas tudo muito precrio. A merenda macarro com salsicha, o banheiro ruim", conta Ren. "Se no houver preservao, em 10 anos no vai existir mais nada."

Um trabalho de campo feito pelos dois docentes da Univasf revelou o potencial daquilo tudo se tornar um parque. "Perguntamos aos moradores sobre o tatu. Eles diziam: 'Tinha o tatu-bola, o fulano caava, mas hoje no estamos encontrando'", lembra Ren. O desaparecimento do tolypeutes tricinctus fez soar o alarme.

Tendo tudo isso em vista, a dupla de amigos pensou: por que no aproveitar o gancho do mascote da Copa, o Fuleco (um tatu-bola), e conseguir recursos para um parque?

Em tempo recorde, colocaram a mo na massa: entraram em contato com o pessoal da Associao Caatinga, responsvel pela campanha que alou o tatu a mascote da Copa, elaboraram um projeto para o parque, que envolve ao educativa, trabalho de campo e formao de guias, procuraram o secretrio do Meio Ambiente do Estado de Pernambuco e postaram abaixo-assinado online mobilizando pessoas.

Veja a reportagem completa em: Clique aqui

20/03/2015

Programa Nordeste Viver e Preservar exibe reportagem sobre a Riqueza natural do Boqueiro da Ona




Escrito por: CRAD

Publicado em: 14/12/2014



Foi exibida no ltimo sbado, 13/12/2014, no programa Nordeste Viver e Preservar da Rede Globo, uma reportagem especial sobre as riquezas naturais do Boqueiro da Ona, uma das maiores rea de Caatinga preservada ainda existentes.

Durante a reportagem o Professor e Pesquisador da Universidade Federal do Vale do So Francisco, Dr. Jos Alves de Siqueira Filho, explica que "O Boqueiro da Ona compreende a ltima grande rea Selvagem de todas as Caatingas do Nordeste Brasileiro" e ressalta a necessidade urgente de se criar o maior parque de conservalo extra-amaznico do Brasil.

Ainda segundo o pesquisador, a elevada diversidade biolgica presente na regio, nica nas Caatingas, com espcies endmicas e ameaadas da fauna e da flora, torna imprescindvel que Brasil tenha o Boqueiro da Ona como Unidade de Conservao de Proteo Integral, processo que se arrasta h mais de 12 anos no Ministrio do meio ambiente.

Clique aqui para assistir a reportagem.

14/12/2014

Lanamento do livro guia de campo de rvores da Caatinga




Escrito por: CRAD

Publicado em: 02/06/2014



O centro de Referncia para recuperao de reas Degradadas da Caatinga (Crad/Univasf), Professor Dr. Jos Alves de Siqueira Filho e demais autores tm o prazer de convidar para o Lanamento do livro Guia de campo de rvores das Caatingas - Volume II.

O evento acontecer na segunda feira, dia 09/06/2014, as 18:30h, no auditrio da Biblioteca da Univasf, no Campus Centro, Petrolina-PE.

Contato com a presena de todos! Dvida pelo telefone (87) 2101-4823.

02/06/2014

Vdeo mostra a realidade do Tatu-bola e busca sensibilizar a todos sobre a necessidade de salvar o animal da extino




Escrito por: acaatinga.org.br

Publicado em: 23/05/2014



O vdeo mostra a realidade do Tatu-bola e busca sensibilizar a sociedade sobre a necessidade de cuidados com esta espcie para salvar o animal da extino. Quem tiver interesse em colaborar, pode participar da campanha ' Eu Protejo o Tatu-bola' atravs do site: acaatinga.org.br

Faa parte! Salve o Tatu-bola!

23/05/2014

Lanamento do livro de Arte "Caboclo, marcas do tempo, retratos de uma vila" de Otoniel Fernandes Neto




Escrito por: CRAD

Publicado em: 19/05/2014





19/05/2014

Dia Nacional da Caatinga: Codevasf investe na preservao do bioma




Escrito por: Assessoria de Comunicao - Codevasf

Publicado em: 06/05/2014



A atuao da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do So Francisco e do Parnaba (Codevasf) estende-se por grandes reas de Caatinga, no territrio das bacias dos rios So Francisco e Parnaba. As aes voltadas para a sua conservao so o destaque do site da Codevasf neste 28 de abril, data em que se comemora o Dia Nacional da Caatinga.

Entre as principais aes desenvolvidas atualmente pela Companhia para a preservao da Caatinga esto a realizao de estudos e investimentos na Estao Ecolgica de Serra da Canoa, no Parque Estadual Serra do Areal e no Refgio da Vida Silvestre Riacho do Pontal, em Pernambuco; na rea do Monumento Natural Grota do Angico, em Sergipe; e no mbito do Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentvel do Araripe, em Pernambuco. A Companhia tambm tem articulado a criao de uma nova Unidade de Conservao em Alagoas.

"A Caatinga existe apenas no Brasil e um patrimnio muito valioso. importante que as instituies unam esforos para preserv-la. Metade da bacia do rio So Francisco est situada na Caatinga, e grande parte das solues de desenvolvimento regional, foco da atuao da Codevasf, passa 2por esse bioma. possvel conciliar produo econmica e desenvolvimento com a conservao. A conservao, na verdade, resguarda e potencializa o desenvolvimento", afirma o pesquisador Jos Alves de Siqueira Filho, organizador do livro Flora das Caatingas do rio So Francisco, vencedor do prmio Jabuti 2013 na categoria Cincias Naturais.

De acordo com Siqueira Filho, a Caatinga o bioma brasileiro de mais difcil restaurao. "As aes de restaurao so muito mais caras do que as de conservao, ento a conservao sempre o melhor caminho. Alm disso, o trabalho de restaurao da Caatinga tem a escassez de gua como fator limitante. A implantao bem sucedida de aes de restaurao em reas em que h pouca ou nenhuma gua representa um imenso desafio cientfico e tecnolgico", explica o pesquisador, que atua no Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Universidade Federal do Vale do So Francisco (Crad-Univasf). "O umbuzeiro, que uma rvore emblemtica da Caatinga, est ameaado e pode acabar extinto. As rvores dessa espcie que encontramos hoje em dia so muito idosas, com mais de 100 anos", alerta Siqueira Filho.

A Caatinga ocupa cerca de 11% do territrio nacional e est presente nos estados de Alagoas, Bahia, Cear, Maranho, Pernambuco, Paraba, Rio Grande do Norte, Piau, Sergipe e Minas Gerais. essencialmente em reas de Caatinga que vive o tatu-bola, animal escolhido como mascote da Copa do Mundo da Fifa que ser realizada no Brasil neste ano. " uma espcie exclusivamente brasileira que vive em um bioma exclusivamente brasileiro", explica Rodrigo Castro, secretrio-executivo da Associao Caatinga, instituio que props ao Comit Organizador Local da Copa do Mundo a adoo do tatu-bola como mascote. Atualmente a Associao mantm uma campanha voltada para a preservao do animal. "Essa espcie uma bandeira de preservao. A proteo do tatu-bola, de seu habitat, significa a proteo do bioma. A ararinha-azul, por exemplo, uma espcie nativa da Caatinga que est extinta na natureza desde os anos 2000; hoje ela encontrada apenas em cativeiro. O tatu-bola corre srio risco de ser extinto nos prximos 50 anos devido principalmente degradao ambiental", diz Castro.

Estao Ecolgica da Serra da Canoa (PE) A Estao Ecolgica da Serra da Canoa, localizada no municpio de Floresta (PE), possui 7,6 mil hectares e foi criada em abril de 2012. A Codevasf colaborou com a implantao da estao por meio da realizao de estudos tcnicos, em parceria com equipes da Agncia Estadual de Meio Ambiente e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). "Para que essa Unidade de Conservao (UC) cumpra plenamente seu objetivo de preservao da natureza e possibilite a realizao de pesquisas cientficas, uma srie de aes necessria, dentre as quais esto regularizao fundiria, levantamento de fauna e flora e elaborao de um plano de manejo. A Codevasf tem articulado com o governo de Pernambuco a celebrao de um termo de compromisso que definir responsabilidades para a execuo de cada atividade ainda necessria consolidao da Estao", diz Srgio Henrique Alves, gerente de meio ambiente da Codevasf. A proposta de parceria da Codevasf prev que a Companhia ser responsvel por prover recursos para as aes de consolidao da unidade de conservao, por fiscalizar os trabalhos e por prestar suporte tcnico s instituies envolvidas; a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) ser responsvel pela articulao interinstitucional; o Instituto de Terras e Reforma Agrria do Estado de Pernambuco (Iterpe) realizar os trabalhos de georreferenciamento, avaliao de propriedades, desapropriao e aquisio das terras, que pertencero ao estado; e a Agncia Estadual do Meio Ambiente executar as aes de levantamento de fauna e flora. Unidades de conservao como a da Estao Ecolgica da Serra da Canoa so destinadas a preservao, pesquisa e educao ambiental. A Companhia estima que sero necessrios investimentos de R$ 10 milhes em aes de consolidao dessa UC. Com investimentos em unidades de conservao, a Codevasf busca, entre outros objetivos, cumprir as obrigaes ambientais associadas aos permetros de irrigao mantidos na bacia do rio So Francisco.

Novas Unidades de Conservao em Pernambuco

Em 28 de maro deste ano foram implantadas duas unidades de conservao na rea de reserva legal do Projeto Pontal, mantido pela Codevasf em Petrolina (PE) para o desenvolvimento de atividades agropecurias: o Parque Estadual Serra do Areal e o Refgio de Vida Silvestre Riacho do Pontal. As UCs ocuparo aproximadamente seis mil hectares de vegetao nativa do bioma Caatinga nas reas de reserva legal do Pontal a rea ser doada pela Codevasf ao estado de Pernambuco. A implantao dos parques foi aprovada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente em fevereiro deste ano.

A constituio dos conselhos gestores das duas Unidades de Conservao j est definida. Os conselhos sero formados por representantes do poder pblico e da sociedade civil. Por parte do poder pblico haver representantes das seguintes instituies: Codevasf, Embrapa, Semas, CPRH, Ibama, ICMBio, prefeitura de Petrolina (por meio da Agncia Municipal do Meio Ambiente) e Ipa. Pela sociedade civil, integraro os conselhos representantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina, da Universidade Federal do Vale do So Francisco e de associaes de comunidades localizadas nas proximidades do Projeto Pontal Icozeiro, Bom Jardim, Lajedo, Vira Beiju e Urus, entre outras.

Monumento Natural Grota do Angico (SE)

A Superintendncia da Codevasf em Sergipe finalizou mais uma etapa do processo de aquisio de uma rea de Caatinga para ampliao da Unidade de Conservao do Monumento Natural Grota do Angico, no municpio de Poo Redondo, no Alto Serto do estado.

Em vistoria realizada com a Administrao Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema), no ltimo dia 17, foi aprovada uma rea de 85,3 hectares, contgua UC mantida atualmente pelo governo local. A Codevasf dever investir R$ 181 mil na aquisio do terreno, que em seguida ser doado ao estado. A aquisio da rea servir de compensao ambiental da Codevasf pela implantao do permetro irrigado Jacar-Curituba entre os municpios de Poo Redondo e Canind de So Francisco.

Nova Unidade de Conservao em Alagoas

O estado de Alagoas ter uma nova Unidade de Conservao, de aproximadamente dois mil hectares, s margens do rio So Francisco, no municpio de Piranhas. A rea j foi identificada e dever passar por um processo de georreferenciamento. Os esforos voltados para a criao da UC esto sendo realizados conjuntamente, pela Codevasf e pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA).

"Essa rea apresenta significativas amostras de remanescentes de ecossistemas originais da Caatinga na regio e por isso sua proteo um grande ganho. Ela ainda mais valiosa por estar localizada s margens do So Francisco", avalia o engenheiro Valdemir Vieira, da gerncia de Meio Ambiente da Codevasf.

Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentvel do Araripe (PE)

A preservao, a explorao sustentvel e a revitalizao da Caatinga na regio do Araripe, no Noroeste de Pernambuco, so os principais objetivos do Programa de Desenvolvimento Florestal Sustentvel do Araripe. Uma parceria firmada pela Codevasf com a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrria (Sara) de Pernambuco est investindo R$ 6,4 milhes no programa.

A regio do Araripe constituda por 15 municpios e sofre intensa presso sobre seus recursos naturais. Na rea est situado o principal polo gesseiro do Brasil. A indstria do gesso muito dependente da explorao de lenha, o que desfavorvel para a conservao de florestas nativas. O apoio ao manejo florestal da Caatinga um esforo voltado para a diminuio do desmatamento. A explorao sustentvel da lenha ajuda a conservar parte do bioma, afirma Camilo Souza, analista em desenvolvimento regional da Unidade de Conservao de gua, Solo e Recursos Florestais da Codevasf.

O principal foco do programa implantado sob a responsabilidade do Instituto Agronmico de Pernambuco (IPA), vinculado Sara subsidiar o planejamento territorial da regio do Araripe por meio da reunio de dados e da elaborao de um zoneamento agroecolgico que permitir caracterizar, identificar e espacializar reas especialmente valiosas para a preservao, a conservao, a recuperao e a produo florestal.

A primeira etapa do zoneamento a cartografia j foi concluda. At julho deste ano ser contratado o servio de levantamento pedolgico, que consiste na avaliao das caractersticas do solo. Associado a outros estudos, esse levantamento possibilitar a identificao das aptides da regio para o desenvolvimento florestal.

Veja fotos ilustrativas: Clique aqui

06/05/2014

Fifa e governo desafiados a conter matana de tatus-bola




Escrito por: Aline Reskalla - O tempo

Publicado em: 29/04/2014



Longe dos holofotes que envolvem a preparao para a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, h cerca de 30 dias mais nove tatus-bola foram mortos por um caador preso em uma estao ecolgica do Rio Grande do Norte. O episdio, comum na Caatinga, marcou um grupo de bilogos que fazia uma expedio no local, j impressionados com a devastao do bioma e suas espcies. O grupo de pesquisadores pedem que cada gol da Copa vire 1.000 hectares de Caatinga protegidos.

Clique aqui para visualizar a reportagem completa.

29/04/2014

Terra do Tatu Bola - Reportagem "O Valor", de Crates (CE)




Escrito por: Sergio Adeodato, para o Valor

Publicado em: 24/04/2014



Reportagem declara que escolha do mamfero tatu-bola como smbolo da Copa do Mundo contribui muito pouco para as iniciativas de conservao da espcie e especialistas afirmam que "O futuro do animal depende da Copa"

Segundo Jos Alves de Siqueira, diretor do Centro de Referncia para a Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD), em Petrolina (PE) "A perda de habitat, causada pelo desmatamento, foi muito severa nas ltimas duas dcadas...", "A contribuio da Copa do Mundo seria bastante positiva, se cada gol resultasse em 1 mil hectares de rea protegida", completa.

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24/04/2014

Extenso de obra no So Francisco quase a distncia entre Recife e Salvador




Escrito por: http://surgiu.com/n/137461

Publicado em: 24/02/2014



Reportagem analisa como est sendo contrudo o maior empreendimento de infraestrutura hdrica do Brasil.

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24/02/2014

Parque Tatu-bola e Boqueiro da Ona so prioridades para conser- vao‏




Escrito por: ICMBIO EDIO 282 - ANO 7 - 21 DE FEVEREIRO DE 2014

Publicado em: 21/02/2014



Entre os dias 23 e 30 de janeiro, pesquisadores da Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo (PB), Universidade Federal da Paraba (UFPB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf) participaram da expedio Catingueira 2014, que percorreu quase 4 mil quilmetros entre o oeste de Pernambuco, o sul do Piau e o norte da Bahia. A atividade, custeada pelo CNPq com apoio logstico da Flona, buscou analisar o impacto humano sobre a Caatinga e identificar reas bem conservadas deste bioma no semirido nordestino. Queramos ver as caatingas em seu estado mais conservado, nas regies menos densamente povoadas, para ter uma impresso geral de como esse ecossistema difere das zonas mais povoadas que conhecemos e das mais distantes, explica Felipe Melo, pesquisador do Laboratrio de Ecologia Aplicada da UFPE. Entre as descobertas da prospeco esto as prprias reas de Caatinga conservada nessas regies, como Boqueiro da Ona, em Sento S (BA), onde os pesquisadores encontraram a terceira populao de discocactus bahiensis cacto endmico da Caatinga de que se tem conhecimento no Brasil. Esta rea um testemunho biolgico e histrico do serto, das caatingas. Lugar de valor inestimvel conservao da biodiversidade, cheio de nascentes e riquezas paleontolgicas e arqueolgicas, mas tambm por onde passou a Coluna Prestes por duas vezes, avalia Felipe, ressaltando a necessidade de conservao do local. Precisamos criar mais unidades de conservao para proteger as ltimas pores verdadeiramente conservadas de Caatinga. Alm de Boqueiro da Ona, outra rea bem conservada identificada pelos pesquisadores como prioritria para criao de UC est no oeste pernambucano, para a qual Jos Alves, da Univasf, prope a criao do Parque do Tatu-Bola, que seria dedicado ao animal smbolo da Copa do Mundo deste ano, abrangendo os municpios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista. De acordo com Felipe, a expedio Catingueira 2014 agrega valor ao Projeto Ecolgico de Longa Durao (PELD) aprovado por diversos pesquisadores junto ao CNPq, entre os quais os envolvidos na expedio, com o objetivo de entender como as mudanas climticas e de uso de solo esto afetando a biodiversidade das caatingas. Segundo ele, os locais identificados na prospeco sero alvo de novas expedies e estudos contnuos em Ecologia, Botnica, Zoologia e Socioecologia. Essa atividade conjunta, enfatiza Orione lvares, analista ambiental da Flona Restinga de Cabedelo, marca uma aproximao definitiva entre as linhas de pesquisa dos pesquisadores envolvidos, unindo Projeto Extremo Oriental das Amricas, UFPB, UFPE e Univasf para o intercmbio de conhecimentos e competncias em prol da conservao da Caatinga. Nesse sentido, Brulio Santos, do Departamento de Ecologia e Sistemtica da UFPB, destaca que a mobilizao de esforos para o estudo do referido bioma auxiliar na anlise do impacto das perturbaes crnicas que atingem a Caatinga. Diferentemente do desmatamento, estas so perturbaes humanas dificilmente captadas por imagens de satlite, porm muito frequentes e com grandes danos ao ambiente, como o lixo, a extrao de lenha e a criao extensiva de caprinos e bovinos, explica. Ante as concluses obtidas por meio da ltima expedio, o grupo de pesquisadores tambm dever elaborar artigo cientfico que se pretender uma sntese provocativa sobre as caatingas, segundo Felipe. Queremos mostrar que temos um frtil ambiente de questes de fronteira cientfica e de conservao que podem ser respondidas usando as caatingas como modelo. Afinal, o outro ecossistema que tem uma presena humana to intensa e antiga a Mata Atlntica, mas essa foi totalmente modificada e devastada, enquanto as caatingas ainda esto em grande quantidade a maioria modificada, mas prestando servios ambientais e abrigando biodiversidade, pondera.

Fonte: ICMBIO

21/02/2014

Projeto Aes Educativas em Sade Ambiental e Humana - PIBEX/UNIVASF




Escrito por: Ren Cordeiro

Publicado em: 21/02/2014



Na prxima segunda-feira (24/02), ser firmada uma parceria entre o Crad/Univasf - Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradas da Caatinga e o Projeto Aes Educativas em Sade Ambiental e Humana - PIBEX/UNIVASF. O projeto Coordenado pelo Professor Ren Cordeiro e tem como colaboradores os Professores Joo Alves , Keila Moreira Batista, Vanessa Barros, Cesar Silva e alunos dos Cursos de Medicina Veterinria, Zootecnia, Engenharia Agronmica, Cincias Biolgicas, Medicina e Cincias Farmacuticas, da Univasf. O objetivo principal desta parceria ser a promoo de aes educativas junto s escolas e unidades familiares situadas nas reas de atuao do Crad. De acordo com o Diretor, Professor Jos Alves, esta parceria ir consolidar ainda mais o carter interdisciplinar do Crad, agregando cada vez mais novos parceiros. O projeto ter sua sede estabelecida em uma das salas do complexo do Crad, localizado no Campus Cincias Agrrias da Univasf.

21/02/2014

Recuperao de um Olho d'gua: Uma ao de Cidadania e Respeito pela Me Natureza.




Escrito por: Dayane Fernandes e Elaine Nunes

Publicado em: 15/02/2014



O Brejo da Brzida um pequeno povoado isolado no corao do Boqueiro da Ona, no municpio de Sento S, Bahia. Povoado pequeno apenas em nmero de ruas, mas enorme quando se mede o esforo na conservao pelos patrimnios naturais de suas terras. Movidos pelo desejo de mudana e guiados pelo esprito ambientalista de sua representante maior, Dona Mariluze Amaral, lder comunitria.

Atravs desta mulher to guerreira, que tem na sua alma, vontade e verdadeiro amor pelo Brejo da Brzida, bem como pelas Caatingas, buscaram-se alternativas para a restaurao da rea mais preciosa, uma delicada nascente de guas cristalinas e termais que perdeu praticamente toda a sua mata ciliar pelo mau uso da terra ao longo dos ltimos anos.

Na manh da tera- feira dia 17/12/2013, um brao forte chegou ao Brejo. A equipe do Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga CRAD, contando com uma equipe de 26 pessoas, reforado pela turma de alunos das disciplinas de Ecologia de Ecossistemas e Biologia da Conservao do curso de Cincias Biolgicas da Universidade Federal Vale do So Francisco (UNIVASF), sob a orientao do Professor Jos Alves Siqueira Filho, atuaram intensamente nessa atividade, que muito mais do que plantar mudas, foi uma ao de cidadania, vida, esperana e grande aprendizado.

As mudas e sementes trazidas pelo CRAD foram escolhidas cuidadosamente e de forma diversificada, o Professor Jos Alves fez uma avaliao do plantio com o objetivo de promover uma nova dinmica na sucesso ecolgica e assim restabelecer as funes ecossistmicas do Olho Dgua. O plantio de sementes e mudas, conteno da eroso com tcnicas de bioengenharia promoveu a recuperao da rea da nascente do Olho Dgua do Brejo da Brzida, que uma nascente perene em que a gua brota do subsolo incansavelmente. Esta riqueza precisava urgentemente de maior ateno e cuidados. Neste sentido, a presena da comunidade no dia da ao foi a arma mais valiosa na atividade de recuperao, o interesse e cuidados da comunidade com o cercamento da rea contribuiu decisivamente para promover a recuperao desta nascente que oferece gua para mais de 500 pessoas na comunidade do Brejo da Brzida.

15/02/2014

Reunio discute a implantao do Parque do Tatu Bola




Escrito por: Roseanne Albuquerque - Assessoria de Comunicao - PMP

Publicado em: 31/01/2014



A criao do Parque do Tatu Bola do Semirido foi o principal tema de reunio que aconteceu na noite desta quinta, no gabinete da prefeitura de Petrolina. Estiveram presente o prefeito Julio Lossio; o secretrio estadual do Meio Ambiente, Srgio Xavier, o professor da Universidade Federal do Vale do So Francisco, Jos Alves de Siqueira; alm de representantes da Agncia Estadual do Meio Ambiente e das prefeituras de Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande.

O projeto que deve ser desenvolvido de maneira interinstitucional, com a participao das esferas pblicas dos poderes constitudos, universidade, Conselhos de Meio Ambiente e a comunidade de maneira geral objetiva conscientizar a populao sobre a importncia da preservao do bioma caatinga, alm de preservar a espcie do tatu bola, escolhido como mascote da Copa do Mundo 2014. Essa espcie ocorre apenas na caatinga e no cerrado e figura na lista dos animais ameaados de extino.

O grupo que participou da reunio na noite desta quinta j pretende lanar oficialmente o projeto do Parque em abril, no Dia da Caatinga. Pesquisadores do Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD) da Univasf, sob a coordenao do professor Jos Alves de Siqueira , j mapearam as reas mais propcias para a instalao das unidades de conservao, compreendendo regies de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista.

Este um momento mpar, termos representantes de tantas instituies embuidos nesse projeto que visa, sobretudo, a preservao desse bioma que nico. Precisamos pensar no desenvolvimento sustentvel, preservando a biodiversidade. No podemos deixar passar esse momento no qual teremos um evento que vai atrair os olhos do mundo inteiro. Temos que fazer esse projeto de forma arrojada, destacou o professor Jos Alves Siqueira, da Univasf. Junto sua equipe, o docente j fez estudos preliminares - que incluem dados como definio das reas de interesse, visitas in loco, macro avaliao da paisagem que servem de subsdio para que rgos como as prefeituras envolvidas e o governo do Estado j busquem andar com os trmites burocrticos e a aquisio de recursos.

O secretrio estadual do Meio Ambiente, Sergio Xavier, elogiou a iniciativa e j colocou sua equipe disposio para o avano na implantao do Parque do Tatu Bola. No que depender do governo estadual, contem conosco. Estamos impressionados com os estudos de alto nvel que j forma feitos pela Universidade Federal do Vale do So Francisco e j podemos sair com um compromisso firmado. Temos essa dvida com o meio ambiente. impressionante como a humanidade, por mais que detenha conhecimento, ainda continue agredindo o meio ambiente de forma to intensa, e isso a gente v, isso a gente tem conhecimento atravs dos Fruns dos quais participamos. Ento, se pudermos fazer a nossa parte, preservando a natureza que est perto de ns, j um grande passo, pontuou.

Para o prefeito de Petrolina, Julio Lossio, a implantao de um projeto como esse de suma importncia, sobretudo a mdio e longo prazo. "A caatinga um bioma nico, com toda a sua diversidade, responsvel por 60% da rea do Nordeste. uma regio importante no s do ponto de vista regional, mas nacional e internacional. Precisa ainda ter mais estudos em cima de sua diversidade e acreditamos que quando implantamos um Parque como esse, estamos ajudando a preservar as espcies e tambm oferecendo um equipamento importante para que os pesquisadores, estudantes e a prpria populao possam ter como referncia na hora de estudar e conhecer o ambiente no qual esto inseridos", destacou.

No prximo dia 13, em Recife, durante reunio do Conselho Estadual do Meio Ambiente, o projeto ser apresentado.

31/01/2014

Rio So Francisco: os peixes se foram - Reportagem discute o esgotamento de estoques pesqueiros.




Escrito por: CRAD

Publicado em: 26/11/2013



O esgotamento dos estoques pesqueiros e a reduo significativa da vazo do Rio So Francisco, provocados pela falta de conscincia ambiental de populaes ribeirinhas e, principalmente, por polticas pblicas desastrosas, o assunto de uma reportagem indita publicada pelo ((o)) eco e de sesso do projeto "Cinema no rio".

A reportagem cita o captulo "O inexorvel fim do So Francisco", presente na obra "Flora das Caatingas do Rio So Francisco: Histria Natural e Conservao", no qual o autor, Professor Jos Alves de Siqueira Filho, da Universidade Federal do Vale do So Francisco, j resaltava os prejuzo e as consequncias da construo de obras sem o devido planejamento e o uso tecnologias de minimizao de impacto.

Para ler a reportagem completa Clique aqui

Crditos: Camila Fris (Texto) e Andr Fossati (Fotos)

26/11/2013

Conservao das Caatingas ser tema de palestra e conferncia, com Jos Alves de Siqueira Filho




Escrito por: CRAD

Publicado em: 09/11/2013



Conservao da biodiversidade na Caatinga, Nordeste do Brasil ser o tema da conferncia de abertura do VIII Simpsio de Ecologia, Gentica e Evoluo de Drosophila, que acontecer entre 11 e 14 de Novembro de 2013, em Porto de Galinhas, Pernambuco. A palestra ser ministrada pelo Professor Dr. Jos Alves de Siqueira Filho, da Universidade Federal do Vale do So Francisco, e ter incio as 17h30, no Enotel Spa e Resort. O Programa completo pode ser visto aqui.

J no dia 16/11, sbado, a palestra Ecologia e conservao das Caatinga do Rio So Francisco, tambm com Jos Alves de Siqueira Filho, ser debatido na Ecofliporto, um espao criado dentro da Festa Literria Internacional de Pernambuco para discutir questes socioambientais. A palestra acontecer na Biblioteca Pblica de Olinda, no Parque do Carmo, Pernambuco e ter incio as 15h30.

09/11/2013

Convite para solenidade de entrega do 55 Prmio Jabuti




Escrito por: CRAD

Publicado em: 08/11/2013



Convidamos a todos para prestigiarem a solenidade de entrega do 55 Prmio Jabuti, na qual o Professor da Universidade Federal do Vale do So Francisco, Jos Alves de Siqueira Filho, ser premiado como o 1lugar da categoria Cincias Naturais, pela obra Flora das Caatingas do Rio So Francisco: Histria Natural e Conservao, o mais completo estudo j realizado sobre as Caatingas.

Parabenizamos a todos os autores pela conquista do mais importante reconhecimento literrio do Brasil!

08/11/2013

Flora das Caatingas o grande vencedor da 55 edio do prmio Jabuti




Escrito por: CRAD

Publicado em: 18/10/2013



Comunicamos a todos, orgulhosamente, que o livro Flora das Caatingas do Rio So Francisco: Histria Natural e Conservao, de Jos Alves de Siqueira Filho, foi o grande vencedor do prmio Jabuti 2013, na categoria Cincias Naturais.

O Prmio Jabuti o mais importante reconhecimento literrio do Brasil e desde 1959 reconhece e premia os melhores livros do pas. Em sua 55 edio (2013) o prmio recebeu mais de duas mil participaes. Foram aceitas obras inditas, editadas no Brasil, entre 1 de janeiro a 31 de dezembro de 2012, inscritas no ISBN e que apresentavam ficha catalogrfica.

Parabenizamos os autores e a todos que acreditaram na causa da conservao!

18/10/2013

Reportagem Muito Alm da Seca - programa Terra da Gente.




Escrito por: CRAD

Publicado em: 25/09/2013



Neste sbado, dia 28/09/2013 s 14h, ser exibida a reportagem Muito alm da Seca, no programa Terra da Gente, TV Globo, onde a equipe do CRAD composta por Jos Alves, Vinicius Cotarelli, Fabrcio Francisco, Duilio Paulino e Handerson Leandro realizaram uma expedio em reas remotas no Parque Nacional Serra das Confuses em busca de novos registros de coletas botnicas para o Parque, evidenciando o Bioma Caatinga.

Uma parte da reportagem se passa nas instalaes do Herbrio HVASF. Vale a pena conferir!

25/09/2013

Lanamento do livro de arte Velho Chico Ilustrado




Escrito por: CRAD

Publicado em: 23/09/2013



Velho Chico em pinturas, tributo a Jos Theodomiro de Arajo (1937-2003)



Ser Lanado pela UNIVASF, no Campus de Juazeiro, no prximo dia 27 s 19 horas, o livro Velho Chico Ilustrado uma nova verso da obra de Otoniel Fernandes com suas pinturas inspiradas no povo e na paisagem do So Francisco.

O Lanamento ocorrer durante o II Workshop de Educao Ambiental Interdisciplinar da UNIVASF promovido pelo PEV (Projeto Escola Verde), entre os dias 26 e 28 de setembro de 2013.

O artista que seguiu o curso do rio desde as nascentes at a foz, entre 1998 e 1999 para produzir mais de 70 pinturas do Chico, visitou na poca parques nacionais, povoados, cidades, ilhas, portos, atracadouros, represas e demais paisagens do So Francisco.

O resultado da solitria misso artstica resultou numa obra extremamente colorida e luminosa, tambm carregada de afetos pelo Velho Chico. A coleo foi muito aplaudida e j esteve exposta em Juazeiro e Petrolina. Na ocasio o pintor recebeu uma homenagem mpar ao seu trabalho, um texto intitulado A Saga do Velho Chico dedicado por Jos Theodomiro de Arajo. Quando Jos Theodomiro faleceu, em 2003, Otoniel prometeu a si prprio, um dia reeditar o livro ressaltando o texto do amigo como uma Introduo Especial. Agora 10 anos passados da morte de Jos Theodomiro, o pintor cumpre sua promessa com essa nova verso do livro, que tem essa Introduo especialmente ilustrada com vrios desenhos histricos feitos nas margens do So Francisco h mais de 130 anos, em 1879, pelo escritor e engenheiro baiano Theodoro Sampaio.

Essa nova edio sob o ttulo Velho Chico Ilustrado, pode ser conferida bilnge em portugus / espanhol, com 180 pginas coloridas.

O projeto do artista foi patrocinado atravs da Lei Rouanet, Ministrio da Cultura. Servio: Livro "Velho Chico Ilustrado.

Lanamento e sesso de autgrafos: 27 de setembro de 2013 (sexta-feira), s 19 horas. No Auditrio Principal do Complexo Multieventos da UNIVASF. Campus, Juazeiro - BA.

Haver sorteio de 10 livros entre o pblico estudantil presente. O livro ser vendido no lanamento por R$ 40,00.

Informaes Fone: (87)2101-4823 - CRAD

Outras informaes: (87) 9998-3431 - Cosme.

23/09/2013

Credenciamento do HVASF como fiel depositrio




Escrito por: Vinicius Messas Cotarelli

Publicado em: 09/09/2013



com muita alegria que notificamos o credenciamento do herbrio HVASF como instituio fiel depositria. O documento foi emitido atravs do processo n 089/2013/SECEX/CGEN, publicado no D.O.U n 123, de 28 de junho de 2013, Seo3, pgina 177 e o credenciamento foi informado ao CGEN em sua 104 Reunio Ordinria, realizada em 23,24 e 25 de julho de 2013.

O credenciamento do Herbrio o ajusta dentro dos termos da Conveno da Diversidade Biolgica, dando maior visibilidade no cenrio nacional e internacional, facilitando o recebimento de verbas e doaes de materiais internacionalmente.

09/09/2013

De 09/09 a 13/09 o Crad receber visita de pesquisadoras de Portugal




Escrito por: Ana Claudia Pereira de Oliveira

Publicado em: 05/09/2013



O Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD/UNIVASF) convida a comunidade acadmica para prestigiar as palestras "Indicadores de desertificao: o potencial da diversidade funcional", com a Prof Dr Cristina Branquinho e "O restauro ecolgico em terras ridas (drylands) ou degradadas" com a Dr Alice Nunes, ambas da Universidade de Lisboa, Portugal.

A Professora Dra. Cristina Branquinho desde 1992 vem trabalhando em Ecologia e com temas ambientais. Participou de 38 projetos de pesquisa, desenvolve trabalhos de restaurao ecolgica, sobretudo associado s minas e pedreiras e atualmente est associada COST Action ES1104 Arid Lands Restoration and Combat of Desertification: Setting Up a Drylands and Desert Restoration Hub na Europa, sendo representante da Universidade de Lisboa na Rede de Estudos Ambientais dos Pases de Lngua Portuguesa (REALP). Tem 42 artigos publicados, a maioria em revistas internacionais, (ISI) e 11 captulos de livros.

A Dra. Alice Nunes Mestre em Bioestatstica com formao em Biologia. Desde 2002 participou em 6 projetos de investigao em Ecologia, nas reas ecofisiologia e diversidade funcional da vegetao mediterrnica e restauro ecolgico de reas degradadas ou desertificadas. Tem 5 artigos publicados em revistas internacionais (ISI) e 2 em revistas nacionais. Doutoranda do Programa Doutoral em Biologia e Ecologia das Alteraes Globais (Universidade de Lisboa e Universidade de Aveiro), sob orientao da Dra. Cristina Branquinho, Dra. Otlia Correia e Dr. Francesco De Bello.

Os interesses de investigao atuais, das respectivas pesquisadoras, esto relacionados com o estudo da diversidade funcional de plantas em resposta aos processos de desertificao e degradao do solo, no sentido de encontrar um indicador universal que possa ser testado em outras zonas do globo.

05/09/2013

Flora das Caatingas do So Francisco - Lanamento em So Raimundo Nonato




Escrito por: Andr Pessoa/PortalSRN

Publicado em: 17/06/2013



O livro "Flora das Caatingas do Rio So Francisco - Histria Natural e Conservao", de autoria do pesquisador pernambucano Jos Alves de Siqueira Filho, ser lanado no prximo dia 22 de junho, sbado, s 19h, no auditrio do Museu do Homem Americano, na cidade de So Raimundo Nonato (525 km de Teresina). A inteno dos organizadores reunir pesquisadores, estudante e professores da Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf), Universidade Estadual do Piau (Uespi), Instituto Federal de Educao (IFPI), alm de vrias outras instituies e pblico interessado no assunto, para uma noite de debates sobre as Caatingas e sua rica biodiversidade.

A pesquisadora Nide Guidon, que nesse ano completa 40 anos da Misso Franco-Brasileira de Arqueologia do Piau, ser homenageada com a entrega de um exemplar simblico para a biblioteca da Fundao Museu do Homem Americano. Guidon uma das pesquisadoras citadas pelo autor na apresentao do livro por ter dedicado grande parte de sua vida a conservao e ao conhecimento desse ambiente natural exclusivamente brasileiro.

O livro fruto dos sonhos e dedicao do professor Jos Alves, da Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF), e materializa o resultado de quatro anos de pesquisa, onde eles percorreram mais de 340 mil km em 212 expedies ao longo das obras de transposio do Rio So Francisco.

A publicao conta com 99 colaboradores que realizaram esforos contnuos em desbravar e conhecer os mecanismos que regulam e organizam as comunidades florsticas nas Caatingas do So Francisco e permitiram identificar 1031 espcies de plantas.

Aspectos biogeogrficos, relaes com clima, o solo, os desafios, as oportunidades, a histria de vida e a ecologia de uma vasta flora, incluindo as plantas aquticas, que se ampliam aos olhos da cincia medida que se ampliam os inventrios biolgicos serto adentro, so abordados no livro.

Ao mesmo tempo em que traz informaes com base cientfica sobre a necessria conservao e as reais dimenses deste patrimnio ambiental genuinamente brasileiro, o livro instiga os sentidos e a imaginao do leitor atravs de cerca de 400 imagens que deslumbram ao revelar uma paisagem multicolorida, que pode surpreender quem no conhece a Caatinga e suas diversas cores.

O evento comea com a homenagem a pesquisadora Nide Guidon e prossegue com uma aula-debate sobre o Bioma da Caatinga. A ideia criar um canal de comunicao entre o autor, os estudantes e todos os interessados que podero fazer perguntas e trazer subsdios para o debate. Ao final da mesa redonda, ser servido um coquetel regional com salgados e sucos naturais, seguido por noite de autografos do autor.

17/06/2013

O Herbrio Vale do So Francisco (HVASF) alcana a marca histrica de 20.000 plantas




Escrito por: CRAD

Publicado em: 10/06/2013



     O Herbrio Vale do So Francisco (HVASF), fundado pelo Botnico Prof. Jos Alves de Siqueira Filho em 14 de novembro de 2005, com apenas 25 amostras em seu acervo. O esforo de coleta evoluiu de modo admirvel, e hoje, com apenas sete anos de jornada, alcana o recorde de 20.000 exsicatas, uma mdia de 2.500 espcimes por ano. Herbrios mais antigos como o Herbrio da Universidade Federal de Sergipe (ASE) e 38 anos de fundao, assim como o Herbrio Srgio Tavares (HST) fundado em 1960 possuem um acervo semelhante ao HVASF. O crescimento dos ltimos anos foi estimulado pelos inventrios florsticos desenvolvidos no mbito do Projeto de Integrao do Rio So Francisco com Bacias do Nordeste Setentrional, apoiado pelo Ministrio da Integrao Nacional. Assim, o Herbrio HVASF possui no seu acervo 189 famlias botnicas, 1086 gneros e 3147 espcies.

     Na coleo do HVASF encontram-se valiosos registros para a cincia, como por exemplo, Azolla pinnata R. Br (Salviniaceae) e Enneapogon cenchroides (Roem. & Schult.) C.E. Hubb. (Poaceae), as quais foram coletadas como primeiro registro no territrio nacional. A coleta da rarssima Prosopis ruscifolia Griseb. (Fabaceae), cuja ltima coleta foi realizada em 1952; alm de exemplares que representam novos registros para o Nordeste e para a Caatinga esto depositadas no seu acervo. Duas novas espcies inditas esto em fase de descrio para a cincia. A planta 20.000 foi coletada no Parque Nacional do Vale do Catimbau, em Buque, serto de Pernambuco. Trata-se da espcie Ichnanthus nemoralis (Schrad. ex Schult.) Hitchc. & Chase pertencente famlia Poaceae. Comparado aos principais herbrios do Nordeste, o HVASF o segundo com maior nmero de coletas em relao ao tempo, no qual 90% das exsicatas depositadas neste acervo so provenientes de reas de Caatinga.

     O Herbrio HVASF possui forte dinamismo e intenso intercmbio de material botnico entre pesquisadores de vrias universidades e institutos de pesquisa do Brasil. Alm disso, o HVASF presta um enorme servio na formao dos alunos de vrios cursos de graduao e ps-graduao da UNIVASF, como Cincias Biolgicas, Farmacuticas e da Natureza, Engenharia Agronmica, Zootecnia, Medicina Veterinria, o que confere maior credibilidade para os estudos desenvolvidos na universidade. Assim, o Herbrio HVASF segue na sua misso central de tornar-se uma referncia para a Flora da Caatinga, um ecossistema unicamente brasileiro e com elevada biodiversidade.

Visite o novo site do Herbrio: www.hvasf.univasf.edu.br

10/06/2013

Univasf investe em conhecimento da fauna e flora para a restaurao da rea impactada




Escrito por: CRAD

Publicado em: 28/05/2013



     Clique aqui para ler a reportagem de Srgio Adeodato, publicado em O Valor, de So Paulo, no dia 27/05/2013.

28/05/2013

Lanamento de livro rene pesquisadores na Univasf




Escrito por: Karen Lima

Publicado em: 15/05/2013



     O lanamento do livro Flora das Caatingas do Rio So Francisco: histria natural e conservao ocorreu na ltima segunda-feira (22), no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf) no campus de Juazeiro BA. O intuito foi apresentar a obra, que foca a diversidade do ecossistema Caatinga e a importncia da sua preservao, para a sociedade.

     A publicao faz parte do Programa de Conservao da Fauna e Flora, do Projeto de Integrao do Rio So Francisco (PISF) e decorrente de quatro anos de pesquisa, resultando na identificao de mais de mil espcies de plantas. Em torno dos 13 captulos do livro, aspectos da Caatinga so abordados como relaes com o clima, os desafios, as oportunidades, a histria e a diversidade ecolgica da vasta flora, inclusive algumas plantas aquticas, atravs de cerca de 400 imagens.

     Esse trabalho foi financiado pelo Ministrio da Integrao Nacional (MI), organizado pelo Prof. Dr. Jos Alves de Siqueira com a colaborao de 99 pesquisadores de todo o pas, dentre eles pesquisadores da Univasf. Como uma alerta sociedade sobre os impactos das reas degradadas e os principais desafios do bioma, Flora das Caatingas do Rio So Francisco enfatiza a necessidade da preservao e da restaurao ecolgica.

     O livro aborda, principalmente, a biodiversidade e a beleza ainda no reconhecidas da Caatinga. O objetivo central quebrar os paradigmas da conservao, os paradigmas da caatinga suja, feia, terra rachada Mostrar para a populao brasileira que a caatinga muito mais do que isso, tem singularidade, beleza, pluralidade, enfim, a nossa casa, a nossa terra tem valor, afirmou o professor Jos Alves.

     O lanamento contou com a presena de alguns dos pesquisadores que colaboraram com o livro, do Prof. Dr. Jos Alves, o Reitor e vice-reitor da Univasf e a Secretria de Cultura de Petrolina. Antes do lanamento, houve a apresentao da pea O dia em que o diabo menosprezou o nordeste, que enfatizou a riqueza do ecossistema Caatinga. O espao contou com a exposio de fotografias com os temas O grito da Caatinga e Flores do Serto.

     De acordo com Fabrcio Silva, co-autor do captulo 9, o lanamento superou as expectativas devido ao grande nmero de pessoas presentes, especialmente, por ser em uma segunda-feira, o que demonstra a importncia deste ecossistema. Alm disso, o fato de alguns pesquisadores terem abordado seus respectivos captulos, deu maior credibilidade obra, disse.

     Com o intuito de divulgao para esclarecer e apresentar questes importantes que impliquem no melhor conhecimento do bioma, o livro foi distribudo em algumas bibliotecas das universidades regionais e para alguns professores de cincia da rede municipal e estadual de ensino. O livro pode ser adquirido tambm atravs do site do Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (CRAD).

15/05/2013

Lanamento do livro "Flora das Caatingas do Rio So Francisco"‏




Escrito por: CRAD

Publicado em: 18/04/2013



     Convidamos a todos para o lanamento do livro Flora das caatingas do So Francisco: histria natural e conservao, organizado pelo Professor do colegiado de Cincias Biolgicas, o Dr. Jos Alves de Siqueira Filho.

Onde: Univasf, Complexo Multievento, campus de Juazeiro-BA
Quando: 22/04/2013 (Segunda-Feira)
Horrio: 19h00

18/04/2013

A histria natural e as caatingas nos sculos XVIII e XIX: relatos de viagem, colees e notcias




Escrito por: CRAD

Publicado em: 16/04/2013



     As caatingas foram objeto de conhecimento desde o incio da colonizao. No sculo XVIII, porm, a busca de informaes sobre o semirido se sistematizou, com a presena de enviados da Coroa que haviam passado por algum tipo de formao em histria natural. No sculo XIX, alm de serem objeto de estudos de brasileiros, as caatingas receberam alguns naturalistas europeus, que marcaram profundamente o conhecimento sobre a regio. Sabe-se que a maior parte dos pesquisadores se dirigia para a Mata Atlntica e em menor escala para o Cerrado e a Amaznia. Era comum que se evitassem as caatingas. A ausncia de relatos e imagens do serto nordestino apenas aparente. Quando se pesquisa mais detidamente a documentao de poca encontra-se relevante material coletado e pesquisado, alm de se perceber que a circulao de sementes, mudas e herbrios foi bem mais ampla do que se poderia crer primeira vista.

Data: 23/04/2013
Local: Auditrio da Biblioteca da Univasf, Campus Centro, Petrolina-PE
Horrio: 20h00min

16/04/2013

Curso de Campo: Ecologia e Conservao da Caatinga - 2013




Escrito por: CRAD

Publicado em: 15/04/2013






     A sexta edio do Curso de Ecologia e Conservao da Caatinga, organizada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em parceria com a Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF), ser realizado de 05 a 26 de maio de 2013 no Parque Nacional do Catimbau, Buque, Pernambuco.

     O curso uma disciplina da grade curricular do Programa de Ps-Graduao em Biologia Vegetal - PPGBV do Departamento de Botnica da UFPE, tendo por objetivo:

"Proporcionar ao aluno capacidade para identificar questes, formular hipteses, desenvolver metodologias e executar projetos em ecologia no ecossistema de Caatinga. Fornecer arcabouo terico e experincia prtica na anlise de distribuio espacial, demografia e dinmica populacional, bem como interaes entre espcies, estrutura e funo de comunidades. Ainda, oferecer treinamento em ferramentas e conceitos de biologia da conservao tais como: status de conservao da diversidade biolgica, funcionamento do ecossistema e principais ameaas ao ecossistema Caatinga."

Clique aqui para visitar o site do Curso de Campo: Ecologia e Conservao da Caatinga - 2013.

15/04/2013

Abertas Inscries de Propostas de Trabalho Para o 2 Workshop de Educao Ambiental Interdisciplinar




Escrito por: CRAD

Publicado em: 11/04/2013






     Esto abertas as inscries para Apresentao de Trabalhos no 2 Workshop de Educao Ambiental Interdisciplinar, tais como Propostas de Palestras, Minicursos e Oficinas, dentre outros. As inscries estaro disponveis de 01 de Abril at o dia 06 de Maio de 2013 (Clique Aqui para maiores informaes).

     O evento realizado pela Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf), atravs do Projeto Escola Verde, em parceria com outras instituies de pesquisa e de ensino da regio. Este ano (2013), o Workshop ocorrer no Complexo Multieventos, localizado no Campus da Univasf/Juazeiro BA, nos dias 26, 27 e 28 de Setembro.

     Agora em carter Nacional, o Workshop participa do circuito de eventos ambientais brasileiros com o tema A Educao Ambiental Para o Desenvolvimento Sustentvel: O Desafio da Contextualizao. Voltado exposio de informaes relacionadas Educao Ambiental (EA) no intuito de promover aes inovadoras para minimizar os problemas associados ao meio ambiente, com a participao ativa das comunidades escolares e da sociedade como um todo; contribuindo no apenas para o conhecimento, mas tambm para o exerccio da cidadania.

     O evento j tem presenas confirmadas de renomados Pesquisadores e Ativistas Ambientais, tais como o Prof. Dr. Marcos Reigota (UNISO), o ambientalista Cleber Folgado (CPA), a Prof. Dra. Marta Tristo (UFES) e o Prof. Dr. Marx Prestes (UFCG).

     A primeira verso do Workshop, realizada em Dezembro de 2012, foi avaliada como um sucesso, pois contou com a participao de mais de 500 pessoas, dentre a comunidade acadmica e cientfica da regio e a sociedade em geral, para discutir as formas de convivncia no Semirido nordestino (veja matria Aqui).

     Espera-se que o evento desse ano tambm supere as expectativas, j que se constitui numa das raras oportunidades para compartilhamento de conhecimento e experincias, atravs de enfoques interdisciplinares, relacionadas s problemticas socioambientais locais e nacionais.

Para mais informaes acesse aqui o site do Workshop.

11/04/2013

O CRAD e o Projeto Escola Verde mobilizaram mais de 6.000 pessoas para a prtica da Educao Ambiental em 2012




Escrito por: Gracielle Peixoto de Souza e Lara Emanuela Souza de Brito

Publicado em: 09/01/2013





     A Educao Ambiental Interdisciplinar o foco principal do Projeto Escola Verde (PEV), que, em parceria com o Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas Bioma Caatinga (CRAD) desenvolveu diversas atividades durante os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2012 em escolas de Petrolina-PE e Juazeiro-BA. Dentre as atividades merecem destaque a arborizao de escolas e as visitas tcnicas realizadas ao CRAD, alm do minicurso de Arborizao realizado pela analista ambiental Dra Daniela Cristine Mascia Vieira, que mobilizaram alunos, professores, educadores e integrantes do PEV e do CRAD.

     O CRAD doou cerca de 120 mudas das espcies tamboril (Enterolobium contortisiliquum (Vell.) Morong), jatob (Hymenaea martiana Hayne), umbu (Spondias tuberosa Arruda), pau-ferro (Libidibia ferrea (Mart. ex Tul.) L.P. Queiroz), aroeira (Myracrodruon urundeuva Allemo), angico (Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan), marizeiro (Geoffroea spinosa) e ing (Inga vera), rvores nativas da Caatinga, para arborizao de 16 escolas dos municpios de Petrolina-PE e Juazeiro-BA, contando com a participao de 2.600 alunos e 100 professores, e o auxlio de integrantes do PEV, com a finalidade de integr-los ao convvio com o meio ambiente desde o plantio das mudas e subsequentes cuidados necessrios ao seu desenvolvimento.

     Durante as visitas tcnicas mais de 400 alunos e 30 professores das escolas municipais tiveram a oportunidade de conhecer pessoalmente todo o trabalho realizado pelo CRAD, desde a coleta das sementes em campo, o banco de sementes, as colees de madeira (Xiloteca), coleo de plantas vivas, as pesquisas laboratoriais, o Herbrio e a produo de mudas em viveiro. Dessa forma pde-se apresentar aos alunos o ambiente acadmico de onde saem as principais pesquisas relacionadas ao bioma Caatinga que exibe as maiores riquezas do nosso pas.

     Outros destaques foram s aes do PEV e do CRAD durante a Semana Nacional da Cincia e Tecnologia (SNCT) promovida pelo Ministrio da Cincia e Tecnologia em parceria com a UNIVASF, que teve como tema Sustentabilidade, economia verde e erradicao da pobreza. O PEV atuou nas escolas realizando oficinas de reciclagem, jardinagem em reas de sol nas salas de aula, visitao ao CRAD e palestras de conscientizao abordando a temtica ambiental destacando a importncia da preservao dos recursos naturais e a responsabilidade socioambiental.

     No mbito do projeto foi realizado o I Workshop de Educao Ambiental Interdisciplinar, evento teve como objetivo principal a discusso do tema "Os desafios da Educao Ambiental no Sculo XXI: Repensando Prticas e Valores" atravs de palestras, minicursos, oficinas, mesas-redondas, apresentaes de trabalhos cientficos, pea teatral, stands de rgos parceiros e visitas tcnicas. A analista ambiental do CRAD, Daniela Vieira, ministrou a palestra com o tema "Preservao e Valorizao do Bioma Caatinga: Um desafio Urgente" da qual ressaltou a importncia de preservao do bioma que exclusivamente brasileiro. No stand do CRAD foram expostas mudas e sementes de espcies nativas, e ainda, analistas ambientais e alunos puderam tirar duvidas sobre procedimentos de pesquisa e confeco de exsicatas que so ferramentas de coleo cientfica e histrica.

     Ao longo das atividades contamos com a participao de mais 6.000 pessoas desde alunos de ensino bsico, superior, professores das escolas, integrantes do PEV e do CRAD. Tais atividades so de suma importncia nos avanos das discusses, proposies e aes relacionadas temtica ambiental bem como no empoderamento da comunidade local nas questes de sustentabilidade e conservao do Bioma Caatinga.


09/01/2013

Prxima quinta (06/12/2012) tem Projeto Corao Saudvel - Fase 8 no Crad/Univasf




Escrito por: CRAD

Publicado em: 04/12/2012





Proteja seu corao! Mantenha hbitos de vida saudveis.

Metodologia: Aferio de presso arterial, testes de glicemia e colesterol, medidas antropomtricas, percentual de gordura, orientao para hbitos de vida saudvel e Ginstica Laboral.

Pblico alvo: Tcnicos Administrativos, Docentes e Terceirizados da UNIVASF.

Data: 06/12/2012, Campus de Cincias Agrrias (Crad)

Horrio: A partir das 8 horas.

Recomendaes: Trajar roupas leves e trazer uma toalha de rosto. Venha com muita disposio!!!

Apoio: Colegiado de Educao Fsica - Prof. Marcelo

04/12/2012

Pesquisadores da Univasf participam de feira de livro em Olinda e so convidados para bate-papo na ECOFliporto.




Escrito por: CRAD

Publicado em: 20/11/2012





     Entre os dias 15 e 18 de novembro aconteceu em Olinda-PE a 8 Festa Literria Internacional de Pernambuco (Fliporto 2012), que este ano homenageou o dramaturgo pernambucano Nelson Rodrigues.

     A Fliporto, junto aos seus milhares de visitantes e convidados, promove um grande encontro da literatura com a dramaturgia e se consagra ano aps ano no calendrio cultural do pas, criando um verdadeiro porto literrio do Atlntico Sul e estimulando o dilogo da literatura com diversas reas de interesse para Pernambuco e para o Brasil, alm de realizar um intercmbio cultural internacional.

     Muito mais do que uma festa literria, a Fliporto contempla oficinas, palestras e bate-papos sobre cinema, gastronomia, questes socioculturais e, principalmente, conscientizao ambiental, atravs da ECOFliporto, realizado no Clube Atlntico.

     Durante a ECOFliporto o professor e pesquisador do Crad/Univasf Jos Alves de Siqueira Filho foi convidado a participar de um bate-papo sobre seu ltimo livro, Flora das Caatingas do Rio So Francisco, juntamente com os coutores Jaciane Campelo (Univasf), Marcos Meiado e Liliane Corra.

20/11/2012

O Herbrio Vale do So Francisco (HVASF) completa 7 anos




Escrito por: CRAD

Publicado em: 14/11/2012





     Hoje, dia 14 de novembro de 2012, o Herbrio Vale do So Francisco (Hvasf) comemora o seu 7 aniversrio. Fundado em 2005 pelo atual curador, o Professor Dr. Jos Alves de Siqueira Filho, o referido Herbrio est situado na Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf), no campus de cincias agrrias, em Petrolina-PE.

     Atualmente o Hvasf concentra um acervo botnico de 17.146 exsicatas, distribudas em 189 famlias, 1079 gneros e 3072 espcies, organizados em armrios antichamas e registrados no software Carolus: um banco de dados online e multiusurios, com capacidade de armazenamento de registros ilimitada. O acervo do HVASF est 100% online e georeferenciado, com a marca de 82% de toda a coleo identificada por especialistas.

     O herbrio HVASF abriga colees de vrios grupos vegetais, fornecendo informaes para estudos taxonmicos, florsticos, ecolgicos e forrageiros. Atua como um importante espao de consulta e referncia para pesquisadores e estudantes, possibilitando a identificao de materiais botnicos, alm de fornecer informaes variadas sobre a flora das caatingas. No futuro, ser um centro de referncia para informaes sobre o bioma caatinga, principalmente no entorno do Projeto de Integrao do Rio So Francisco(PISF).

     Alm do curador, o HVASF conta com um curador assistente, trs botnicos, um tcnico e dois auxiliares. Esses profissionais so os responsveis pelos trabalhos de montagem, registro, incluso, intercmbio de material com outros herbrios, armazenamento e conservao das exsicatas. As atividades so compartilhadas com alunos estagirios dos cursos de Biologia e Agronomia, vinculados aos projetos de pesquisa no Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas - CRAD.

     Com apenas sete anos, o HVASF tem muito a comemorar. Para os prximos anos j est em negociao a ampliao do herbrio, que ter um prdio prprio e a capacidade de armazenar 500.000 exemplares.

Parabns, a todos os responsveis por essa alegria!

Visite o site do Herbrio

14/11/2012

A Caatinga espera a Ararinha Azul




Escrito por: CRAD

Publicado em: 12/11/2012





     Na noite do dia 06/11 aconteceu no municpio de Cura BA o lanamento do Projeto Ararinha na Natureza, que tem como objetivo final a recuperao das populaes naturais da ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), um dos psitacdeos mais ameaados do mundo, endmica da Bahia, e j extinta na natureza desde 1990.

     A iniciativa deste projeto estabelecer uma populao gentica e demograficamente sustentvel de indivduos cuidadosamente selecionados, sendo reintroduzidos ao seu local de origem, ou seja, a Caatinga. O projeto conta com o patrocnio da VALE em colaborao da Al Wabra Wildlife Preservation (AWWP), fundada pelo Sheikh Saoud Bin Mohd. Bin. Ali Al-Thani.

     Atualmente no municpio de Cura, serto da Bahia, foi criada a Escolinha da Ararinha Azul, onde os alunos vendem bolos e pulseiras para arrecadar fundos para o projeto, e tambm a Fazenda Concrdia, que se caracteriza como uma das reas mais importantes para a criao da ararinha na regio de Cura.

     As ararinhas so criadas em cativeiro, para reproduo, mas um dos maiores problemas o elevado cruzamento de indivduos parentes, ou seja, o DNA mostra que so todas "irms" tornando a espcies mais suscetvel a doenas, por exemplo. Alm disso, o nmero de ararinhas ainda insuficiente para a soltura na natureza. necessria a preparao do hbitat para reintroduo da espcie, sendo que as mesmas necessitam de condies semelhantes as do seu ambiente original.

     As ararinhas so uma prioridade para a conservao da Caatinga, pois s existe nesta regio, com isso, haver fiscalizao aps a soltura na natureza, para que a historia no se repita, ou seja, o trfico de animais e consequente extino na natureza.



12/11/2012

Lanado documentrio "Margaret Mee e a Flor da Lua", que resgata legado da artista botnica inglesa




Escrito por: O Globo / Carlos Hel de Almeida

Publicado em: 26/10/2012





     Quando morreu, em 1988, aos 79 anos de idade, a artista botnica inglesa Margaret Mee deixou centenas de pinturas de espcies da Floresta Amaznica e da Mata Atlntica e um corajoso discurso em favor da preservao da natureza. Esse legado resgatado no documentrio "Margaret Mee e a Flor da Lua", de Malu de Martino.

     O filme, que usa como lastro os dirios da arista inglesa, relembra as 15 expedies de Miss Margaret, como era conhecida no Brasil, onde viveu por 36 anos, floresta Amaznica. Sua ltima grande obsesso foi encontrar e registrar o desabrochar de uma flor de uma espcie primitiva de cacto, Strophocactus wittii (K.Schum.) Britton & Rose., nativa das regies de igaraps, que s se abre uma nica vez no ano, e noite.

     A busca pela Flor da Lua o ponto de partida e de chegada do documentrio, que combina os tradicionais recursos de imagens de arquivo e depoimentos na reconstruo do percurso da artista botnica no Brasil. Os trechos dos dirios so narrados pela atriz Patrcia Pillar.

     Durante suas longas temporadas no interior da Floresta Amaznica, Margaret Mee catalogou dezenas de plantas e flores da regio, que hoje fazem parte dos principais institutos de botnica do mundo. Tambm no ficou calada quando percebeu o avano devastador do homem sobre as matas, no incio dos anos 70. Chegou a enviar um de seus livros para o ento presidente Geisel, com uma dedicatria sugestiva: "Estas so algumas espcies que correm o risco de desaparecer".

     "Para Margaret, a natureza era a prpria arte, no havia essa separao dentro dela", diz a artista plstica e ilustradora botnica brasileira Malena Barretto a certa altura do filme. Por uma ironia do destino, Margeret Mee morreu em um acidente de carro, no interior da Inglaterra.

Fonte: O Globo

26/10/2012

Crad e Pev realizam atividades para promover Educao Ambiental nas escolas da regio durante o ms de setembro




Escrito por: Gracielle Peixoto de Souza e Lara Emanuela Souza de Brito

Publicado em: 03/10/2012





     O Projeto Escola Verde (PEV), executado em parceria com o Crad/Univasf, desenvolveu diversas atividades durante todo o ms de setembro destacando a importncia da Educao Ambiental nas escolas e contemplando aes relacionadas s comemoraes do dia da rvore (21 de setembro). As atividades aconteceram nos campi da Univasf, no Crad e em escolas dos municpios de Juazeiro e Petrolina, mobilizando mais de 4500 pessoas, entre pesquisadores, alunos da Univasf, professores, alunos das escolas municipais e a comunidade escolar.


     A primeira atividade aconteceu no dia 11, onde a Dra. Daniela Vieira, Analista Ambiental do Crad, ministrou o minicurso sobre "Arborizao nas escolas", destacando a importncia das espcies da regio. Os participantes do minicurso contaram com uma aula prtica nas dependncias do Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas, onde conheceram o viveiro de mudas da Caatinga e aprenderam tcnicas para a realizao do plantio de uma espcie arbrea.


     Para a realizao da arborizao nas escolas foram utilizadas 52 mudas de porte arbreo, sendo elas o tamboril, o pau-ferro, o jatob, o umbuzeiro, a aroeira e o angico, todas cultivadas no viveiro do CRAD. As mudas foram entregues nos dias 14 e 26 de setembro em seis escolas de Petrolina e de Juazeiro: Ansio Leo, Leopoldina Leal, Terezinha Pereira Oliveira, Anete Rolim, Caic Misael Aguilar e Iracema Pereira Paixo. Alm do plantio das mudas, que ocorreu entre os dias 19 e 29, foram realizadas palestras de conscientizao, apresentaes teatrais e vdeos educativos, abordando a temtica ambiental em diversos aspectos, como a importncia da preservao dos recursos naturais, a responsabilidade socioambiental e cidadania.


     O Crad/Univasf tambm recebeu a visita de alunos da escola Leopoldina Leal, para conhecer pessoalmente todo o trabalho realizado pelo Crad, desde a coleta das sementes em campo, as pesquisas laboratoriais e o cultivo das mudas em viveiro. Os alunos adquiriram informaes sobre o projeto, que trabalha diretamente com a temtica ambiental, e foram incentivados a seguir os estudos com a finalidade de conseguir ingressar na universidade.


03/10/2012

"Flora das caatingas do Rio So Francisco: histria natural e conservao" ganha destaque na imprensa nacional




Escrito por: CRAD

Publicado em: 25/09/2012





     Lanado na quinta-feira, 20 de setembro de 2012, o mais completo estudo sobre a flora das Caatingas do Rio So Francisco continua a receber destaque na imprensa nacional, tanto pela qualidade literria e tcnica da obra, quanto pela seriedade e importncia dos alertas contidos no livro.

     A "Extino inexorvel do Rio So Francisco", um dos principais alertas do estudo, foi o tema da reportagem publicada em O Globo (RJ), que ressalta a importncia e a credibilidade da obra escrita por uma centena de especilistas.

Conhea mais sobra a obra:

O Globo - RJ (25/09/2012): Clique aqui

Dirio de Pernambuco (23/09/2012): Clique aqui

Bom Dia Pernambuco (G1 Pernambuco): Clique aqui

25/09/2012

Estudo sobre o ecossistema das caatingas lanado no Recife - Entrevista do Bom Dia Pernambuco com Jos Alves de Siqueira Filho




Escrito por: G1 Pernambuco / Rede Globo

Publicado em: 20/09/2012





      O mais completo estudo sobre a histria natural e a conservao da caatinga do Rio So Francisco vai ser lanado nesta quinta-feira (20), no Recife. Ao todo, foram quatro anos de pesquisa para registrar as relaes com o clima, o solo, os desafios e as oportunidades que fazem parte do sistema ambiental que ainda pouco conhecido. A obra Flora das Caatingas do Rio So Francisco: Histria Natural e Conservao foi organizada na Universidade do Vale do So Francisco (Univasf), pelo professor Jos Alves de Siqueira.

     A caatinga que uma palavra de origem tupi e significa "mata clara e aberta" o nico ecossistema exclusivamente brasileiro. A regio guarda uma grande riqueza de ambiente e espcies. um ecossistema plural e muito heterogneo, de uma grande biodiversidade e tem uma diferenciao em relao aos outros por ter a irregularidade com chuvas, queda das folhas na estao seca e tambm ter a possibilidade de se renovar durante a curta estao de chuvas, contou Jos Alves, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta quinta.

     De acordo com o organizador, a ideia do livro quebrar o pensamento de que a caatinga um ecossistema pobre em espcies e que no merece o reconhecimento dos nordestinos e brasileiros. O evento de lanamento acontece no Park Hotel, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital pernambucana, s 19h30.

A reportagem completa do Bom Dia Pernambuco pode ser assistida nesse link.

20/09/2012

Cincia e Arte podem caminhar juntas? CRAD oferece primeiro Curso de Fotografia da Natureza para alunos da UNIVASF




Escrito por: CRAD

Publicado em: 15/09/2012





     Fotografar perceber e expressar momentos nicos e de carter individual as vrias faces e interpretaes do mundo. Fotografar o olhar mais ntimo do fotgrafo diante da cena ou do objeto, por isso, uma das formas de expresso mais incrveis do ser humano, onde os fatos so documentados, e os momentos e emoes so eternizados.      Fotografar no apenas clicar em um boto, um conjunto de ngulos, flash, zoom, formas, expresses, foco e imaginao. Nas entrelinhas de uma imagem podem ser retratadas vrias sensaes, como as de uma poesia.

     O Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas (Crad/Univasf) ofereceu a oportunidade de compreender melhor o universo da fotografia para seus alunos, uma oportunidade de conhecer um mundo parte, mais detalhado, que remete lembranas perdidas no inconsciente, perdidas em algum lugar da mente, ajuda a contar histrias, mostra a realidade e sonhos. Neste curso abordou-se a melhor forma, o melhor ngulo e a melhor luz para imortalizar em um click as pessoas, os elementos, formas, emoes que uma imagem pode proporcionar aos olhares atentos do pblico.

     Durante curso ministrado pelo Professor Jos Alves de Siqueira Filho, fotgrafo da natureza, foram apresentadas tcnicas bsicas da fotografia, que permitiram os alunos um conhecimento necessrio para a melhor utilizao dos equipamentos no cotidiano, na natureza e nos eventos. O poder da linguagem fotogrfica, a sua conexo com a linguagem oral ou escrita, sua aplicao e uso como linguagem visual, atravs de belssimas imagens que marcam para sempre um momento de nossas vidas. cincia ou arte?

15/09/2012

Crad/Univasf participa da Exposio de Fauna e Flora durante o ms de Agosto




Escrito por: Crad

Publicado em: 29/08/2012





     O Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga - Crad/Univasf participou durante todo o ms de agosto de exposies simultneas sobre fauna e flora nos Centros de Referncia em Comunicao Social do Projeto de Integrao das Bacias do So Francisco (Pisf), nas cidades de Brejo Santo CE e Custdia - PE.

     Durante o evento foram divulgados resultados obtidos pelos Programas de Conservao da Fauna e da Flora, executados pela Universidade do Vale do So Francisco (Univasf), e apresentadas as colees de frutos, sementes, mudas e troncos de rvores nativas da Caatinga, divulgando a flora local e incitando os visitantes sobre o tema da conservao.

     A Exposio teve como tema "Diversidades e Potencialidades da Fauna e da Flora do Bioma Caatinga" e seu principal pblico alvo foram professores e alunos da regio. Em ambas as cidades, o Crad/Univasf colocou disposio do evento uma equipe tcnica composta pelos bilogos Erivania Virtuoso, Natan Messias, Roselita da Silva e Vincius Cotarelli, o eclogo Fbio Socolowski e a engenheira florestal Allvia Rouse.

     A equipe tcnica do Crad acompanhou as exposies, explorando temas de reconhecimento e resgate da flora na Caatinga, alm da importncia da conservao e da produo cientfica para o bem estar da populao. As abordagens foram realizadas por meio de painis fotogrficos, palestras e vdeos, alm da doao de sementes e mudas de plantas nativas, cordel explicando as aes do Crad, camisas e bons.

     Mais uma vez, o Crad/Univasf ampara a idia de sensibilizao da populao para as questes ambientais e elucidao dos temas envolvidos na conservao e valorizao da Caatinga.

29/08/2012

Univasf assina convnio com universidade dos Estados Unidos




Escrito por: Karine Nascimento - Assessoria de Comunicao da Univasf

Publicado em: 21/08/2012






     A Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf) firmou convnio de cooperao institucional com a State University of New York (Suny-Oswego), nos Estados Unidos. O acordo assinado pelo reitor da Univasf, Julianeli Tolentino de Lima e a representante da Suny, Cleane Medeiros viabilizar aes de intercmbio estudantil, colaborao em projetos de pesquisa, atividades de ps-doutorado e cooperao em conferncias, palestras e eventos cientficos. "A proposta da Univasf estreitar os laos com vrias instituies", esclareceu. Segundo a representante da universidade americana, Cleane Medeiros, a Suny tem objetivos amplos em termos de globalizao das atividades. "Os projetos que a Univasf apresentou encaixam exatamente nesses objetivos", avaliou Cleane.

     Aps reunio no Gabinete da Reitoria da qual tambm participou o assessor de Relaes Interinstitucionais e Internacionais, Alexsandro Machado, Cleane Medeiros foi ao campus Cincias Agrrias onde conheceu alguns projetos da universidade como o Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas (Crad) e o Centro de Conservao e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), coordenados pela Univasf no mbito do Projeto de Integrao do Rio So Francisco com as Bacias Hidrogrficas do Nordeste Setentrional (Pisf), vinculado ao Ministrio da Integrao Nacional.

     O diretor do Crad, Jos Alves ressaltou a importncia dos trabalhos desenvolvidos, enfatizando a estrutura multidisciplinar do centro e as pesquisas realizadas. No Cemafauna, o diretor Luiz Cezar Machado Pereira explicou as aes do centro como os estudos de inventrio, resgate e monitoramento da fauna silvestre. Tambm estavam programadas visitas aos Campi Sede e Juazeiro que foram canceladas em virtude da agenda da representante da Suny.

21/08/2012

4 encontro do Projeto de Educao Ambiental e Cidadania explora os conceitos de "lugar" e co-responsabilidade com equipe de campo do Crad/Univasf.




Escrito por: Lara Emanuela Souza de Brito

Publicado em: 16/08/2012






     No dia 16 de agosto de 2012 aconteceu o 4 encontro do Projeto de Educao Ambiental e Cidadania, que tem como pblico alvo os trabalhadores de campo do CRAD /UNIVASF.

     A aula teve como objetivo despertar a compreenso da gesto ambiental partindo da construo do seu conceito, visando reflexo sobre os seus elementos, destacando a justia social, o equilbrio ecolgico e o desenvolvimento econmico com escala de valores.

     Foi realizado ainda um momento de socializao, contando com a retomada do conceito de "lugar", de modo a despertar a reflexo sobre os conceitos de Pertencimento, Empoderamento e Co-responsabilidade, atravs da apresentao por parte dos alunos das suas produes textuais elaboradas na atividade, que questionava "Onde voc nasceu? Onde que voc mora? Como o lugar onde voc vive?"

16/08/2012

Crad/Univasf recebe visita da Dra. Maria Mercedes Arbo, pesquisadora do Instituto de Botnica del Nordeste, em Corrientes, Argentina




Escrito por: Vinicius Messas Cotarelli

Publicado em: 14/08/2012






     No perodo de 06 a 10/08/2012 o CRAD recebeu a visita da pesquisadora snior Dra. Maria Mercedes Arbo, do Instituto de Botnica del Nordeste (IBONE), de Corrientes, Argentina especialista da Famlia Turneraceae.

     A presena da ilustre pesquisadora teve como objetivo o estudo das espcies da Famlia Turneraceae presentes no Herbrio HVASF, famlia que contm muitas espcies nativas do Brasil e endmicas da Caatinga ainda pouco conhecida entre os pesquisadores. Durante a semana de trabalho, Dra. Mercedes ainda ministrou uma palestra sobre a famlia, descrevendo os principais caracteres morfolgicos, a distribuio e ocorrncia das espcies nas Amricas.

     O encontro tambm serviu para que estagirios do CRAD tivessem maior contato com a taxonomia, assim como permitiu trocas de experincias e, principalmente, aprender os ensinamentos de Dr. Mercedes. Foi estabelecido uma agenda para intercmbio entre alunos das duas instituies nos prximos meses para o desenvolvimento de pesquisas com espcies tpicas dos ecossistemas secos como a Caatinga e o Chaco Argentino.

14/08/2012

Pesquisadora Argentina, Dr. Mara Mercedes Arbo, ministrar a palestra "Turneraceae de Brasil: Caracterizacin y Biogeografa"




Escrito por: CRAD

Publicado em: 06/08/2012






     O Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas da Caatinga (Crad/Univasf) tem o prazer de convidar a comunidade acadmica para a palestra com a pesquisadora Dr. Mara Mercerdes Arbo, que h mais de trinta anos trabalha ao redor do mundo com espcies da famlia Turneraceae.

     Nos ltimos anos, a pesquisadora vem contribuindo com estudos deespcies da famlia Lentibulariaceae e Bignoniaceae, publicando vrios artigos e livros internacionais sobre o assunto.

Palestra: Turneraceae de Brasil: Caracterizacin y Biogeografa
Palestrante: Dr Mara Mercedes Arbo
Data/Horrio: 07/08/2012 - 19h:00
Local: Auditrio da Biblioteca - Campus Petrolina

06/08/2012

Ncleo de plantas medicinais da UNIVASF inicia estudos com a espcie Simira gardneriana M.R.V. Barbosa & Peixoto

Simira gardneriana M.R.V. Barbosa & Peixoto">


Escrito por: Xirley Pereira Nunes

Publicado em: 03/08/2012






     O bioma caatinga considerado o nico bioma exclusivamente brasileiro. Na regio do vale do So Francisco observa-se o largo uso de plantas medicinais e seus derivados no combate e preveno de algumas doenas. O conhecimento popular local auxilia de forma imensurvel as pesquisas com plantas medicinais e o legado etnobotnico desta populao deve ser preservado e respeitado. Assim, importante averiguar quais so os metablitos secundrios de determinadas plantas da nossa regio visando correlacionar seu uso popular com a presena de determinados grupos qumicos, que justifiquem as aes teraputicas verificadas por muitos extratos.

     Recentemente, o Ncleo de Estudos e Pesquisas de Plantas Medicinais da UNIVASF (NEPLAME) iniciou estudos com a espcie Simira gardneriana M.R.V. Barbosa & Peixoto. A planta pertence famlia Rubiaceae, e vem sendo estudada para avaliao do seu potencial qumico e farmacolgico. Os estudos esto sendo realizados pela equipe do Colegiado de Cincias Farmacuticas, liderada pelos pesquisadores Xirley Pereira Nunes e Jackson Roberto Guedes, em colaborao com o CRAD. Alm da identificao botnica da espcie, os estudos visam isolar e caracterizar as substncias qumicas presentes no extrato etanlico bruto, bem como avaliar o potencial antioxidante desta espcie.

     Na caatinga, o gnero Simira representado por seis espcies. Dentre elas, Simira gardneriana a nica endmica, e faz parte da lista brasileira de espcies ameaadas de extino. Ocorre nos estados da Bahia, Cear, Pernambuco e Piau nos domnios da caatinga, onde conhecida por pereiro-de-tinta ou pereiro-vermelho.

     Estudos recentes tm sido conduzidos no Laboratrio de Sementes do Centro de Referncia para Recuperao da Flora das reas Prioritrias na Bacia do So Francisco CRAD, visando analisar a germinao de sementes de Simira gardneriana em diferentes substratos sob os efeitos do perodo de coleta.

Assim, espera-se que este estudo d um suporte cientfico ao uso seguro e eficaz de plantas medicinais na regio do Vale do So Francisco, ajudando a desenvolver cientificamente a regio, contribuindo desta forma para a obteno de novas molculas com atividades farmacolgicas bem caracterizadas, alm de contribuir para a obteno de novos frmacos e medicamentos, e, o mais importante, preservar as espcies endmicas da nossa regio.

03/08/2012

Crad/Univasf promove projeto sobre Educao Ambiental e Cidadania com equipe de campo‏




Escrito por: Lara Emanuela Souza de Brito

Publicado em: 31/07/2012






     Na ltima quarta-feira, dia 25 de julho de 2012, aconteceu a primeira aula do Projeto de Educao Ambiental e Cidadania, ministrado pela educadora ambiental Lara Emanuela Souza de Brito, especialista em gesto e educao ambiental . O projeto teve como pblico alvo a equipe de trabalhadores de Campo do Crad/Univasf.

     A proposta de formao continuada tem como objetivo despertar a construo do conhecimento sobre os fundamentos da gesto e educao ambiental, enfatizando a problemtica socioambiental no contexto da Caatinga, potencializando uma mudana de cultura para o desenvolvimento local integrado e sustentvel.

     O processo de formao ser desenvolvido por meio da metodologia participativa e dialgica, enfatizando a relao entre a fundamentao terica e a prtica, partindo do contexto em que os trabalhadores esto inseridos, explorando suas vivncias profissionais e cidads, buscando atravs da reflexo e anlise, a compreenso crtica da ao dos indivduos e das organizaes na sociedade.

31/07/2012

Prosopis ruscifolia Griseb. (Fabaceae), uma espcie redescoberta aps 60 anos

Prosopis ruscifolia Griseb. (Fabaceae), uma espcie redescoberta aps 60 anos">


Escrito por: Igor Tenreiro, Ana Caroline Coelho & Jos Alves de Siqueira Filho

Publicado em: 18/07/2012






     Em 1912, o naturalista alemo Philipp Von Luetzelburg percorria o Nordeste Brasileiro, catalogando a flora desta regio para compor o "Estudo Botnico do Nordeste", uma obra de sua autoria. Nesta obra o autor descreveu uma localidade, denominada Cachoeira do Roberto, estado de Pernambuco. Neste local existiam duas rvores que foram identificadas como Prosopis ruscifolia Griseb. (Fabaceae), estas despertam grande ateno de pesquisadores e moradores locais, devido a presena de uma grande quantidade de espinhos avantajados ao longo dos ramos da copa da rvore e por no ocorrer em mais nenhum outro local prximo.


     A ocorrncia desta espcie at o momento s estava restrita ao Chaco Argentino, Boliviano e Paraguaio, registrando-se assim uma nova localidade para ocorrncia da mesma. Surgia ento uma pergunta de difcil resposta: "Como esta espcie chegou na Caatinga?"


     No ano de 1952, Drdano Andrade Lima, juntamente com Mendes Magalhes, retornaram localidade seguindo os passos de Luetezelburg e encontraram as duas rvores e coletou o material que foi avaliado e identificado pelo iminente especialista em Leguminosae da poca, Adolpho Ducke, que comentou sobre a curiosidade da espcie nas Memrias do Instituto Osvaldo Cruz em 1953. Aps 60 anos da ltima coleta, no dia 15 de Julho de 2012, numa ensolarada manh de domingo, a equipe do CRAD/UNIVASF, em uma expedio de campo, reencontrou a espcie, que se caracteriza como o nico registro para o Nordeste do Brasil.


     Relatos de moradores mostram que a planta era usada para uso de ch contra gripe, e a raspa do seu espinho como dentifrcio na cura de dor de dente, porm, atualmente esta prtica no continuou entre os moradores. Ela comumente chamada de "espinheiro", "pau-de-espinho" e "juncumarim", esse ltimo um nome indgena, cujo os moradores desconhecem o significado da palavra. Os dois primeiros nomes so usados por conta do avantajado tamanho do espinho que a rvore possui.


     No existe fiza de como esta espcie chegou a esse local, vrias so as histrias contadas pelos moradores, alguns dizem que foi por conta de um dilvio que ocorreu antigamente e aps isso as duas rvores teriam se desenvolvido; estudiosos apontam que poderia ter vindo do Chaco, por conta do local ser rota de passagem para o Norte/Nordeste do Brasil antigamente; existe tambm uma histria de um padre ter plantado as rvores quando veio morar na regio. No se sabe ao certo sua origem, porm as mesmas esto no mesmo local descrito por Luetzelburg e Drdano, e no apresentam nenhum vestgio de desenvolvimento de outras espcies, para o povoamento do local.


     Com essa redescoberta estudos de relao entre Chaco e Caatinga podem ento ter um fim, e as respostas de vrios anos podero ser respondidas em breve.


18/07/2012

CRAD participa da Semana do Meio Ambiente em Petrolina com stands informativos




Escrito por: CRAD

Publicado em: 11/06/2012





O CRAD foi convidado para participar da Semana do Meio Ambiente, por meio da Plantec - Planejamento e Engenharia Agronmica Ltda, uma empresa contratada pela Codevasf.

O evento ser realizado no perodo de 12 a 15 de junho de 2012, no horrio de 08h00 as 12h00 e de 14h00 as 17h00 no Senai (Av. Monsenhor ngelo Sampaio Petrolina). O CRAD ir participar com stands informativos no dia 12/06/2012 no horrio de 08h00 - 17h00.

Convidados a todos a prestigiar o evento.

11/06/2012

Micorrizas Arbusculares: Aplicao na Recuperao de reas Degradadas, ser tema de Palestra promovida pelo CRAD/UNIVASF




Escrito por: CRAD

Publicado em: 01/06/2012





A Professora Doutora em Tecnologias Energticas Nucleares pela Universidade Federal de Pernambuco, Regina Lcia Felix de Aguiar Lima, ministrar nessa segunda (04/06/2012) a palestra com o Tema: Micorrizas Arbusculares: Aplicao na Recuperao de reas Degradadas.

Regina atualmente professora atualmente na Universidade de Pernambuco (UPE). Em 1999 concluiu o mestrado em Biologia de Fungos, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e em resumo abordar o tema tratando dos processos biogeoqumicos em que a comunidade microbiana do solo atua, posto que, so fundamentais para o desenvolvimento do solo e o crescimento das plantas, projeto que atualmente est desenvolvendo em parceria com o CRAD.

A palestra acontecer no Campus Petrolina Centro da Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf), no auditrio da Biblioteca, com incio previsto para as 18:00h. Toda a comunidade acadmica est convidada a prestigiar a palestra.

Contamos com a presena de todos!

01/06/2012

"Diversidade da famlia Convolvulaceae na Caatinga" ser tema de Palestra promovida pelo CRAD/UNIVASF




Escrito por: CRAD

Publicado em: 22/04/2012





     A Doutoranda em Biologia Vegetal pela Universidade Federal de Pernambuco, Maria Teresa Buril, ministrar nessa segunda (23/04/2012) a palestra Diversidade de Convolvulaceae na Caatinga.

     A pesquisadora trabalha atualmente com taxonomia e filogenia da famlia Convolvulaceae. Em 2009 concluiu o mestrado em Palinologia de Leguminosae, na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Ao longo da formao teve experincia em vegetao da caatinga, palinologia, palinotaxonomia e taxonomia.

     A palestra acontecer no campus de Cincias Agrrias da Universidade Federal do Vale do So Francisco (Univasf), no auditrio do CRAD, com incio previsto para as 18:00h. Toda a comunidade acadmica est convidada a prestigiar a palestra.



Contamos com presena de todos!

Maiores informaes: Tel: 2101-4823.

22/04/2012

Colaboradores do CRAD participam da Feira de Troca de conhecimento, em Salgueiro-PE




Escrito por: CRAD

Publicado em: 23/03/2012





     Foi realizado no IF de Salgueiro-PE, no dia 22 de maro de 2012, a "Feira de troca de experincias", que contou com a participao de diversas escolas de todas as cidades onde so realizadas as obras de Integrao das Bacias do So Francisco, alm de representantes de projetos e instituies envolvidos com as obras. O evento contou com a participao do Reitor e Vice reitor da Univasf, Julianeli Tolentino e Tlio Nobre Leite.

     Durante o evento o Crad implantou um Canteiro Experimental com plantas nativas da Caatinda, dentro do Instituto Federal, e distribuiu cerca de 2 mil mudas de plantas nativas para o pblico presente. O Crad tambm apresentou parte das aes desenvolvidas na regio durante os ltimos 7 anos, por meio de um stand no qual o pblico teve a oportunidade de conhecer um pouco mais das rvores e sementes da Caatinga.

     O evento tambm marcou a publicao do Cordel de Jos Everton Fagundes da Silva, discente do curso de Agronomia da UNIVASF. O cordel, que foi distribudo gratuitamente no stand do CRAD e apresentado no encerramento da feira, trata sobre o papel do CRAD perante a sociedade e a preservao da Caatinga, ressaltando a contribuio de todos os laboratrio do Centro de Referncia.

23/03/2012

CRAD Participa de evento sobre educao Ambiental em Salgueiro-PE




Escrito por: Paulo Ramos

Publicado em: 21/03/2012





     O Crad estar participando, na prxima quinta-feira (22), da Feira de Troca de Experincias, no IF-Pernambucano, em Salgueiro-PE. O evento est sendo promovido pelo Ministrio da Integrao Nacional, no mbito do Programa de Educao Ambiental do PISF (Programa de Integrao do Rio So Francisco com Bacias Hidrogrficas do Nordeste Setentrional), como parte das atividades do Sub-programa de Educao Ambiental nas Escolas.

     Na oportunidade, os professores do Crad/Univasf, Paulo Ramos e Jos Alves, estaro proferindo palestra e coordenando uma mesa redonda com a temtica "Jardinagem e paisagismo com espcies nativas da Caatinga no ambiente escolar, como parte das atividades de Educao Ambiental.      Durante o evento o Crad ir tambm implantar um Canteiro Experimental com plantas nativas da Caatinda, nas dependncias do Instituto Federal, bom como distribuir 2 mil mudas de plantas nativas com as escolas presentes, alm de expor em stand parte das aes desenvolvidas na regio nos ltimos 7 anos.

     O evento contar com a presena do ministro da Integrao Nacional, Fernando Bezerra Coelho, o reitor e vice-reitor da Univasf, Julianeli Tolentino e Tlio Nobre Leite, respectivamente, alm de comitiva da Univasf.

21/03/2012

Globo Reprter apresentar, nessa sexta (16/03/2012), uma reportagem sobre a Caatinga, produzida em conjunto com a equipe do CRAD / UNIVASF




Escrito por: CRAD

Publicado em: 16/03/2012





     O Globo Reprter dessa sexta (16/03/2012) visitar o mais brasileiro de todos os biomas - a Caatinga. Em um dos blocos do programa ser exibido a reportagem sobre uma expedio rea mais selvagem da Serra das Confuses, no Estado do Piau, quando toda a equipe passa a noite em uma floresta sem gua onde vivem espcies nunca vistas em outros pases. A reportagem foi produzida em parceria com a equipe do CRAD/UNIVASF, de 6 a 10 de dezembro de 2011, e ser apresentada agora.

     No deixem de assistir a reportagem, que ir ao ar aps o Big Brother Brasil, por volta das 22h:30min.

"Globo Reprter nos Cus do Brasil. A grande aventura area chega mais brasileira de todas as matas: Srgio Chapelin e Francisco Jos exploram a caatinga, um tipo de floresta que no existe em nenhum outro lugar do mundo.

Flutuando sobre uma floresta sem igual, o balo do globo reprter mostra toda a beleza da caatinga verdejante. Na poca das chuvas, a paisagem seca e retorcida se transforma em paredes de arenito cobertos de vegetao. A vida aflora nos quatro cantos do serto."

Clique aqui para assistir a chamada do programa.

16/03/2012

Herbrio HVASF

O Herbrio Vale do So Francisco (HVASF) foi criado em novembro de 2005 para servir de apoio s atividades de ensino e pesquisa da Universidade Federal do Vale do So Francisco (UNIVASF). Tem como objetivo torna-se um dos herbrios de referncia na caatinga


Herbrio HVASF

Guia de Campo

Didtico e com linguagem acessvel a estudantes, professores ou mesmo queles que gostam de ecoturismo, o o Guia de campo de rvores da caatinga traz fotos e informaes curiosas sobre a vegetao desse bioma, cujas belezas e extenso so conhecidas por poucos.


Guia de campo

Registro de Frequncia

O registro de frequncia foi desenvolvido para auxiliar o acompanhamento de atividades realizadas por alunos no Centro de Referncia para Recuperao de reas Degradadas, registrando com exatido a permanncia durante o estgio para confeco do certificado.


Sistema de Registro de Frequncia